1- Maranhão, Ceara, Bahia, Pernambuco e Espirito Santo.
2-a) Porque o governo de Portugal não tinha recursos suficientes para investir na colonização das terras da América. Por isso, decidiu transferir essa tarefa para particulares.
b) João de Barros e Aires da Cunha, Fernando Álvares de Andrade, Antônio Cardoso de Barros, Pêro Lopes de Sousa, Duarte Coelho, Francisco Pereira Coutinho, Jorge de Figueiredo Correia, Pêro de Campos Tourinho, Vasco Fernandes Coutinho, Pêro de Góis, Martim Afonso de Sousa.
c) Não foi obtido o sucesso econômico esperado.
3- Por que com o fracasso da maior parte das capitanias hereditárias, levou a Coroa portuguesa a buscar soluções para administrar sua colônia na América.
4- Invasões.
quarta-feira, 20 de agosto de 2014
sábado, 16 de agosto de 2014
Lição da página 158
2- a) Jean-Baptiste Debret, das primeiras décadas do século XIX.
Hercule Florence, 1840.
5- Grande propriedade destinada à lavoura ou à criação de gado.
terça-feira, 12 de agosto de 2014
LIÇÃO DA PAGINA 146
1-metalismo: a riqueza de um estado era medida pela quantidade de metais preciosos que ele possuía , especialmente ouro e prata .
balança comercial favorável:um dos meios utilizados para acumular metais era manter uma balança comercial favorável em outras palavras era preciso exportar mais do que importar
protecionismo:para manter uma balança comercial favorável os governos incentivavam a produção de manufaturados que levassem vantagem na concorrência com artigos feitos em outros países.
intervenção estatal:as autoridades europeias agiam em vários setores da economia: estimulavam os produtos de manufaturas controlavam os preços e a quantidade de mercadorias comercializadas e definiam as taxas que produtores e comerciantes pagariam sempre que comprassem ou vendessem artigos no exterior essas taxas eram chamadas de taxas alfandegarias já que eram cobradas nas alfândegas.
2- não entendi .
3- as colônias de povoamento eram usadas para as famílias se abrigarem e a de exploração somente para se tirar recursos e riquezas que não tinham nas colônias de povoamento
balança comercial favorável:um dos meios utilizados para acumular metais era manter uma balança comercial favorável em outras palavras era preciso exportar mais do que importar
protecionismo:para manter uma balança comercial favorável os governos incentivavam a produção de manufaturados que levassem vantagem na concorrência com artigos feitos em outros países.
intervenção estatal:as autoridades europeias agiam em vários setores da economia: estimulavam os produtos de manufaturas controlavam os preços e a quantidade de mercadorias comercializadas e definiam as taxas que produtores e comerciantes pagariam sempre que comprassem ou vendessem artigos no exterior essas taxas eram chamadas de taxas alfandegarias já que eram cobradas nas alfândegas.
2- não entendi .
3- as colônias de povoamento eram usadas para as famílias se abrigarem e a de exploração somente para se tirar recursos e riquezas que não tinham nas colônias de povoamento
Lição da Pagna 146
1- Metalismo
A riqueza de um Estado era medida pela quantidade de metais preciosos que ele possuía, especialmente ouro e prata. Assim, acumular esses tipos de metais era um dos principais objetivos dos Estados mercantilista.
Balança comercial favorável
Um dos meios utilizados para acumular metais era manter uma balança comercial favorável. Em outras palavras, era preciso exportar mais do que importar, de preferência vendendo produto mais caros e em quantidade maior do que aqueles comprados em outros países.
Protecionismo
Para manter um balança comercial favorável, os governos incentivam a produção de manufaturados que levassem vantagem na concorrência com antigos feitos em outros países. Também estimavam vender matérias-primas e dificultavam ou proibiam a importação de produtos concorrentes.
Assim as autoridades tentavam proteger o mercado interno e o das suas colônias. Ao mesmo tempo, dificultavam a saída de moedas de ouro e prata do seu território, aumentando a acumulação de metais preciosos (metalismo).
Intervenção estatal
As autoridades europeias agiam em vários setores da economia: estimulavam os produtores de manufaturas, controlavam os preços e a quantidade de mercadorias comercializadas e definiam as taxas que produtores e comerciantes pagariam sempre que comprassem ou vendessem artigos no exterior. Essas taxas eram chamadas de taxas alfandegárias, já que eram cobradas nas alfãndegas. Até hoje elas existem em portos, aeroportos e fronteiras entre os países de todo o mundo.
3- Colônias de exploração: São colônias que são feitas para exploração econômica.
Colônias de povoamento: São colônias que são feitas para povoar um certo local.
3- Colônias de exploração: São colônias que são feitas para exploração econômica.
Colônias de povoamento: São colônias que são feitas para povoar um certo local.
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
lição de casa página 140 exercícios 1 e 2 :
1- na minha opinião avia muita riqueza acumulada porque os mercantilistas faziam o seu comercio e depois de vez de usar o dinheiro para fazer coisas importantes como comprar comida eles preferiam deixar guardado no cofre do estado . e também o outro motivo seria o grande numero de pessoas que ia aumentando cada vez mais .
2-eles roubavam padarias e lugares onde se vendia alimento e também eles iam as portas da cidade para se rebelarem e exigir comida
1- na minha opinião avia muita riqueza acumulada porque os mercantilistas faziam o seu comercio e depois de vez de usar o dinheiro para fazer coisas importantes como comprar comida eles preferiam deixar guardado no cofre do estado . e também o outro motivo seria o grande numero de pessoas que ia aumentando cada vez mais .
2-eles roubavam padarias e lugares onde se vendia alimento e também eles iam as portas da cidade para se rebelarem e exigir comida
Lição pag 141
1- Porque tinha muitas pessoas acumuladoras que tinham muito dinheiro mas não emprestavam nem gastavam.
2- A população pobre saqueavam padarias e outros locais onde se vendiam farinha e pão na Inglaterra e na França.
2- A população pobre saqueavam padarias e outros locais onde se vendiam farinha e pão na Inglaterra e na França.
pag 141
1- porque naque época o modo deles de mostrar que era rico seria acumulando riquezas.
2- eles roubavam as padarias e outros locais onde vendiam farinha e pão, e as vezes eles se rebelavam querendo comida nas portas das cidades.
2- eles roubavam as padarias e outros locais onde vendiam farinha e pão, e as vezes eles se rebelavam querendo comida nas portas das cidades.
Página 141
1) eu acho que eles acumularam dinheiro para eles e não gastavam pois a maneira deles de ser rico era ter um cofre cheio de dinheiro , e como eles acumulavam ou seja não davam para população e nem ligavam para fome deles..
2) eles foram a cidade para consiguir novas oportunidades na vida
Isadora ( não sei usar o marcador)
1) eu acho que eles acumularam dinheiro para eles e não gastavam pois a maneira deles de ser rico era ter um cofre cheio de dinheiro , e como eles acumulavam ou seja não davam para população e nem ligavam para fome deles..
2) eles foram a cidade para consiguir novas oportunidades na vida
Isadora ( não sei usar o marcador)
segunda-feira, 2 de junho de 2014
Hans Staden (Homberg
(Efze), c. 1525 — Wolfhagen, c. 1579)
foi um aventureiro mercenário alemão do século XVI. Por duas vezes, Staden esteve no Brasil,
onde participou de combates nas capitanias de Pernambuco e de São Vicente contra navegadores franceses e seus aliados indígenas e onde passou nove meses refém
dos índiostupinambás. De volta à Alemanha, Staden escreveu "História verdadeira
e descrição...": um relato de suas viagens ao Brasil que
se tornou um grande sucesso editorial da época.
A primeira viagem ao Brasil
Partindo de Bremen,
na atual Alemanha, Hans Staden
passou pelos Países Baixos e chegou a Portugal. De Portugal, partiu para a capitania de
Pernambuco, onde chegou em 28 de Janeiro de 1548.
A embarcação portuguesa em que estava tinha o objetivo principal de recolher
pau-brasil (Caesalpinia echinata),
mas também deveria combater quaisquer navios franceses que estivessem a
negociar com os nativos, bem como deveria também transportar degredados portugueses remetidos para povoar
a colônia.
O governador de Pernambuco, Duarte da Costa, que enfrentava uma revolta
indígena na ocasião, pediu ajuda aos recém-chegados. Hans Staden e os demais
rumaram para Igaraçu, próximo a Olinda,
em um navio para auxiliar na luta. Igaraçu era, então, defendida por
aproximadamente 120 pessoas, às quais se uniram os cerca de quarenta
recém-chegados, incluindo Hans Staden. Enfrentaram 8 000 indígenas. Depois de
uma renhida luta e de um cerco prolongado no qual vieram a faltar provisões, os
defensores conseguiram, afinal, vencer os indígenas.
Dias depois, enfrentaram um navio francês e, logo
depois, retornaram à Europa, aportando em Lisboa no dia 8 de Outubro.
A Segunda Viagem ao Brasil
Em sua segunda viagem, Staden partiu de Sevilha rumo ao Rio da Prata em um navio espanhol em 1549, mas
o navio veio a naufragar no ano seguinte, no litoral do atual estado brasileiro
de Santa Catarina. Os integrantes da expedição,
depois de passarem dois anos na região, decidiram rumar para a cidade de Assunção: uma parte deles iria por terra e
outra parte, por navio. Staden se juntou ao segundo grupo e rumou para a cidade
de São Vicente,
onde tentaria fretar um navio capaz de chegar a Assunção.
Antes de chegar a São Vicente, porém, o navio de
Staden naufragou próximo a Itanhaém. Seus ocupantes
conseguiram nadar até a praia. De lá, foram a pé até São Vicente, onde Staden
foi contratado como artilheiro pelos colonos portugueses para defender o Forte de São Filipe
da Bertioga, que se localizava nas proximidades da cidade. Enquanto
caçava sozinho fora dos limites do forte, Staden foi feito prisioneiro por uma tribo tupinambá que o conduziu à aldeia de
Ubatuba (Uwattibi, no texto
original do relato de Staden1 ), que ficaria localizada em
algum ponto entre Bertioga e Rio de Janeiro.2
Desde o início, ficou claro que a intenção dos seus
captores era devorá-lo. Pouco tempo depois, os tupiniquins, aliados dos portugueses, atacaram
a aldeia onde ele era mantido prisioneiro. Obrigado pelos tupinambás, Staden
lutou ao lado destes contra os tupiniquins. Seu desejo era tentar fugir para
unir-se aos atacantes. Mas, estes, vendo que a resistência dos defensores era
muito forte, desistiram da luta e se retiraram. Era tratado como um troféu de guerra pelos tupinambás3 .
Pediu ajuda a um navio português e a outro francês.
Ambos recusaram-se a ajudá-lo por não desejarem entrar em conflito com os
índios. Foi, enfim, resgatado pelo navio corsário francês Catherine de Vatteville,
comandado por Guillaume
Moner, depois de mais de nove meses aprisionado.
Obra
De volta à Europa, redigiu um relato sobre as
peripécias em suas viagens e aventuras no Novo Mundo, uma das primeiras descrições para o
grande público acerca dos costumes dos indígenas sul-americanos.
O livro, intitulado "História Verdadeira e Descrição de uma Terra
de Selvagens, Nus e Cruéis Comedores de Seres Humanos, Situada no Novo Mundo da
América, Desconhecida antes e depois de Jesus Cristo nas Terras de Hessen até
os Dois Últimos Anos, Visto que Hans Staden, de Homberg, em Hessen, a Conheceu
por Experiência Própria e agora a Traz a Público com essa Impressão"4 , também conhecido pelo nome
"Duas Viagens ao
Brasil", foi publicado em Marburgo, na Alemanha, por Andres Colben em 1557.
Tal livro conheceu sucessivas edições,
constituindo-se num sucesso editorial devido às suas ilustrações de animais e plantas, além de
descrições de rituaisantropofágicos e costumes exóticos.
“
|
”
|
Para os estudiosos, a obra contém informações de
interesse antropológico, sociológico, linguístico e cultural sobre a vida, os costumes e as crenças dos indígenas do litoral
brasileiro na primeira metade do século XVI.
Hans Staden
Hans Staden, um alemão que fora aprisionado pelos tupinambás no litoral fluminense, em 1554, depois de ter voltado para casa, escreveu, provavelmente, um dos primeiros best-seller sobre o Novo Mundo. Sua narrativa, tantas vezes editada entre nós, não só teve agora uma bem ilustrada nova impressão, como serviu de roteiro para um filme que ora ganha cartaz no Brasil inteiro.Não satisfeitos de ameaçar e devorá-lo a qualquer instante, os seus captores depois de terem-o levado para a aldeia deles em Ubatuba, arrastavam-o para que presenciasse as cêrimonias antropofágicas, que costumavas realizar.
Certa vez, carregaram ele até até a aldeia de Tiquaripe, perto de Angra dos reis, para ver um dos seus inimigos ter a cabeça esmagada pelo ibirapema (o tacapé de execussão).
um livro incrível
Staden, que miraculosamente retornou ao Hesse, registrou seus tormentos de prisioneiro dos nativos num livro maravilhoso.
Interessa porém observar, no que toca ao livro de Staden, as precauções que ele tomou na Alemanha para que acreditasemnele. A Eauropa no século XVI o grande século das navegaçaões estava cansada de ler ou ouvir relatos eivados em mentiras e absurdos diversos.
terça-feira, 27 de maio de 2014
Lição de casa
Pag 136 Organizar e Aplicar
Exercícios:1 e 2
1-Porque eles pagavam muito caro por tintas,corantes,madeira,etc...Então como o pau-brasil tem tinta dentro dele eles retiravam e não pagavam nada por ele, e a madeira do pau-brasil é de muito boa qualidade por isso também vendiam e ganhavam lucros.
2- Eles desmataram muito pau-brasil e por isso acabaram cortando muitas árvores.
segunda-feira, 26 de maio de 2014
Lição Página 136 Organizar e Aplicar
1- Por que era uma madeira de boa qualidade, eles usavam a tinta vermelha para tingir, e assim negociavam-se a madeira por panos, facas, tesouras, espelhos e outras mercadorias.
2- O desmatamento começou com a extração do pau-brasil que começou nos primeiros anos da colonização e permanece até os dias de hoje.
1- Por que era uma madeira de boa qualidade, eles usavam a tinta vermelha para tingir, e assim negociavam-se a madeira por panos, facas, tesouras, espelhos e outras mercadorias.
2- O desmatamento começou com a extração do pau-brasil que começou nos primeiros anos da colonização e permanece até os dias de hoje.
domingo, 25 de maio de 2014
Hans Staden
Hans Staden (1525-1579), participou de duas expedições ao Brasil como
artilheiro (arcabuzeiro), a primeira em navio português
e a segunda em navio espanhol. Viveu numerosas aventuras e vicissitudes, entre elas
a convivência por nove meses e meio com os indios antropófagos tupinambás, na
condição de prisioneiros destinado a ser devorado. Destas suas experiências
resultou o seu relato etnográfico do continente sul-americano recém descoberto
pelos europeus. A sua narrativa é uma das mais importantes obras sobre o início
da historia brasileira e divide-se em duas partes: A primeira com o título “As
viagens” descrevendo suas aventuras entre os indígenas, e a segunda com o
título “A Terra e seus habitantes”, um relatório sobre a vida e costumes dos
Tupinambás, dos quais foi prisioneiro. O seu livro, publicado em Marburgo no
ano de 1557, ricamente ilustrado com xilogravuras recebeu mais de cinqüenta
edições, em alemão, flamengo, holandês, latim, francês e português. A primeiro
edição brasileira ocorreu em 1892, na Revista Trimestral do Instituto Histórico
e Geográfico Brasileiro .
A primeira viagem
Em inicio de 1548, Hans Staden participou de uma expedição colonizadora
portuguesa ao Brasil. Partiu de Bremen para Portugal, onde embarcou rumo
ao Brasil. Aportou na capitania hereditária de Pernambuco em 28 de janeiro de
1548. Objetivos da expedição portuguesa eram a exploração do Pau-Brasil, o
combate aos franceses, aos indígenas revoltosos e a remessa de degredados
portugueses ao Brasil. Staden lutou ao lado dos portugueses contra indígenas e
franceses e retornou à Europa no mesmo ano.
A segunda viagem
Em 1549, Hans Staden embarcou em Sevilha na Espanha, rumo ao Rio de
la Plata. O navio naufragou em 1550 no litoral do Estado brasileiro de
Santa Catarina. O náufragos alcançaram terra firme e após dois anos de espera,
decidiram rumar para Assunção. Parte da tripulação foi por terra e a outra
embarcou em pequeno barco e rumaram para São Vicente, de onde embarcariam para
Assunção. Na altura de Itanhaém sofreram novo naufrágio, conseguindo se salvar
a nado. Assim foram a pé pela costa até São Vicente. Em Bertioga, próximo a São
Vicente, os portugueses haviam levantado um forte na ilha de Santo Amaro e
tendo tomado conhecimento de sua qualificação como artilheiro, convenceram Hans
Staden a assumir a responsabilidade de manter a guarda e vigília no forte
durante quatro meses. Ao final deste período foi solicitado a permanecer por
mais um período. Assim, combinaram sua permanência por mais dois anos.
Nomearam-no para condestável em abril de 1553.[2]
A captura de Hans Staden pelos
Tupinambás
Conforme relato do cacique Ipirú-guaçú ao prisioneiro Hans
Staden; os tupinambás tinham certa vez sido traídos quando subiram a bordo de
um navio portugues para comerciarem. Os portugueses os "assaltaram,
amarraram, conduziram e entregaram aos tupiniquins, pelos quais foram então
mortos e devorados" [3]
Como Hans Staden estava a serviço no forte de Bertioga, os Tupinambás
tomaram-no por português, tendo sido este o motivo de sua captura O
aprisionamento de Hans Staden pelos índios Tupinambás ocorreu em janeiro de
1554. Tendo-se afastado do forte para recolher caça providenciada por um índio
carijó que lhe servia, foi tocaiado na floresta, aprisionado e transportado por
vários dias em pirogas pelo mar até suas aldeias em Ubatuba.
A convivência com os
Tupinambás
Característica da personalidade de Hans Staden foi a serenidade para,
mesmo ameaçado continuamente a se tornar vitima de canibalismo, observar e
posteriormente evocar e registrar detalhadamente informações valiosas numa obra
que se tornou a fonte etnografica mais autorizada sobre o país e seus
habitantes.
Empenhou-se durante toda sua estada entre os indígenas a convence-los
que não era português e sim alemão. Como os Tupinambás eram amigos dos
franceses, procurou mostrar-lhes que estes também eram seus amigos. Dada sua
religiosidade, Hans Staden suplicava a proteção divina, o que chamava a atenção
dos índios e os induziu a exigir-lhe que rogasse proteção em situações de
perigo, ou a prever o desfecho de algumas investidas. Tanto a dúvida referente
à sua nacionalidade quanto a crença nos poderes de suas orações fez com que a
sua morte fosse pouco a pouco postergada. Após a Segunda Guerra Mundial surgiu no Brasil uma
interpretação antropológica moderna dos motivos pelos quais os índios teriam
poupado Staden: Seria a covardia do prisioneiro que os teria feito desistir de
devorá-lo. Esta interpretação revela-se equivocada ao confrontada com a
iniciativa aventureira de Staden em participar de duas expedições ao Novo
Mundo, com a sua atividade de artilheiro, com a sua participação em lutas no
Brasil e com o fato de ter sido o único (devido ao perigo desta função) a
assumir a vigília do forte de Bertioga. A tentativa de distorcer a narrativa e
pregar-lhe a pecha de covarde constitui-se estratégia ideológica de esquerda
muitas vezes aliada ao sionismo, comum no pós-guerra, com o objetivo de macular a
imagem da nação que teve papel de destaque no combate ao comunismo
na história recente.
As tentativas de resgate
Durante sua permanência entre os nativos ocorreram várias tentativas de
livrar-se do cativeiro. A primeira tentativa ocorreu ainda durante a volta dos
Tupinambás à sua aldeia. O rapto tinha sido percebido e Tupiniquins e
portugueses partiram em perseguição, chegando à praia quando os Tupinambás mal
tinham se afastado por apenas “dois tiros de arcabuz’ em suas pirogas.
Iniciou-se uma escaramuça da qual os Tupinambás escaparam com apenas alguns
feridos.
A segunda tentativa ocorreu quando um francês que vivia nas
proximidades, veio à aldeia para verificar a pedido dos índios, se o capturado
era também francês. Verificando que não o era, orientou os índios a devorá-lo,
não obstante os pedidos de Staden para empenhar-se na sua soltura. Este francês
retornou posteriormente à aldeia, e nesta ocasião, Staden já com mais liberdade
de movimentação dentro da aldeia conseguiu esclarecer-lhe que não era português
e sim alemão. O francês retificou sua primeira declaração sobre o preso,
afirmando que fazia parte dos franceses. Porém a esta altura os índios só
concordaram em solta-lo em troca de um navio cheio de mercadorias. Prometeu-se
aos índios o envio deste navio na primeira oportunidade, até o que Staden
permaneceria entre eles.
Outra possibilidade de escape ocorreu quando os Tupiniquins realizaram
uma expedição guerreira contra os Tupinambás. Chegando em 25 canoas, atacaram
as aldeias dos Tupinambás, que porém se defenderam de tal modo que o ataque foi
abortado, frustrando as esperanças de liberdade de Staden.
Os portugueses posteriormente enviaram um navio para averiguar a
situação de Staden. Ancoraram próximo à aldeia e perguntaram pelo prisioneiro.
Receberam respostas incertas pelas quais poderiam deduzir a morte de Staden e
retiraram-se em seguida.
No quinto mês do cativeiro chegou um navio da ilha de São Vicente para
negociar a soltura de Staden, porém não o conseguiram. Posteriormente ainda
chegou um navio francês para comerciar algodão e pau brasil, mas não levaram
Staden consigo para não prejudicar o relacionamento e o comercio com os índios.
O resgate
Após os meses de convívio com os indígenas, Staden tinha deixado de ser
o preso a ser devorado. Os índigenas convenceram-se de que não era português.
Passaram a crer na possibilidade de ser francês. Atribuíam-lhe, devido a sua
religiosidade, o poder do contato com sua divindade, o que lhes parecia
conveniente para extrair proveito. Passou a ser útil para os indígenas e nas
diversas tentativas dos brancos em resgatá-lo atribuíram-lhe alto valor de
troca.
O resgate ocorreu quando atracou a nau francêsa Catherine de
Vetteville, cujo capitão, disposto a libertar Staden o acolheu em seu
navio. Embora o valor do resgate (alguns objetos no valor de "cinco
ducados") não era o exigido pelos indígenas, tiveram que aceitar a
liberação de Staden, por se encontrarem a bordo do navio em inferioridade
numérica.
Por fim, nove meses e meio após o início de sua aventura entre os
indígenas, zarpou do Rio de Janeiro em 31 de outubro de 1554 rumo à Europa, e
por volta de vinte de fevereiro de 1555 chegou à Honfleur na França.
Declinando ainda de um convite do capitão do navio para participar de mais uma
viagem em seu navio, zarpou para Dieppe.
As aventuras de Hans Staden
Hans Staden, um alemão que fora aprisionado pelos tupinambás no litoral fluminense, em 1554, depois de ter voltado para casa, escreveu, provavelmente, um dos primeiros best-seller sobre o Novo Mundo. Sua narrativa, tantas vezes editada entre nós, não só teve agora uma bem ilustrada nova impressão, como serviu de roteiro para um filme que ora ganha cartaz no Brasil inteiro.
Staden cai prisioneiro dos tupinambás |
A captura: imaginem ser capturado no Brasildo século 16 por um aborígine chamado Nhaepepô-açu ,"Panela Grande", e, pior ainda, ser dado em seguida de presente a um outro, de nome Ipirú-guaçu, o "Tubarão grande"! Nada de esperançoso, pois, aguardava o pobre Hanz Staden, um alemão do Hesse que, embarcado para cá, caíra aprisionado pelos tupinambás, no ano de 1554.
Não satisfeitos em ameaçar devorá-lo a qualquer instante, os seus captores, depois de terem-no levado para a aldeia deles em Ubatuba, arrastavam-no para que presenciasse as cerimônias antropofágicas que realizavam. Certa vez, carregaram-no até a aldeia de Tiquaripe, perto de Angra dos Reis, para ver um dos seus inimigos ter a cabeça esmagada pelo ibirapema, o tacape de execuções. Logo em seguida, assistiu os restos do bravo serem rapidamente deglutidos pela tribo inteira, embriagada previamente com licor de raízes de abatí.
Não satisfeitos em ameaçar devorá-lo a qualquer instante, os seus captores, depois de terem-no levado para a aldeia deles em Ubatuba, arrastavam-no para que presenciasse as cerimônias antropofágicas que realizavam. Certa vez, carregaram-no até a aldeia de Tiquaripe, perto de Angra dos Reis, para ver um dos seus inimigos ter a cabeça esmagada pelo ibirapema, o tacape de execuções. Logo em seguida, assistiu os restos do bravo serem rapidamente deglutidos pela tribo inteira, embriagada previamente com licor de raízes de abatí.
Staden, que miraculosamente retornou ao Hesse, registrou seus tormentos de prisioneiro dos nativos num livro maravilhoso para ler:Viagens e aventuras no Brasil(Wahrhaftige Historia, editado em Marburg em 1557). Porém, ele não foi o primeiro alemão a pôr os pés no Brasil. Houve ainda um outro, um tal de Ulrich Schmidel, um lansquenete que, em 1540, com um grupo de aventureiros a serviço dos espanhóis, embrenhou-se inutilmente na Amazônia, atrás da lendária tribo de mulheres guerreiras (façanha contada na História verdadeira de uma viagem curiosa feita por Ulrico Shmidel, editada em Frankfurt, em 1567).
Interessa, porém, observar, no que toca ao livro de Staden, as precauções que ele tomou na Alemanha para que acreditassem nele. A Europa do século 16, o grande século das navegações, estava cansada de ler ou ouvir relatos eivados em mentiras e absurdos diversos.
O descrédito das narrativas de viagem. A tal ponto tinha chegado a coisa, que Rabelais, o grande satírico francês, fazendo mofa do livro do padre cosmógrafo André Thévet (Singularitez de la France Antarctique, 1558), decidiu-se inserir na sua obra-prima, dois capítulos denunciando, pelo riso, o disparate das visões mentirosas que alguns viajantes tiveram no inexistente País de Cetim. Criou, também, como símbolo desses mitômanos, um personagem-caricatura, o "Ouvi-dizer", que, apesar de ser um velho, corcunda e paralítico, tendo a língua esfacelada em sete pedaços, narrava, com um mapa-múndi aberto à sua frente, as suas impossíveis aventuras para uma multidão de crédulos. Eram histórias de unicórnios, de mantichoros com corpo de leão e cara humana, de cabeçudíssimos catoblepos de olhos venenosos, de hidras com sete cabeças, de onocrotalos que imitavam gritos de asno, de pégasos, e de tribos de seres com cabeças de pássaros, ou até mesmo com duas cabeças, de povos fabulosos que andavam apoiados nas mãos, com as pernas balançando no ar! (ver o livro V de Gargantua e Pantagruel, de 1564)
Rabelais denunciou os exageros dos viajantes |
Querendo, pois, evitar ser chamado de embusteiro, Staden, além de banir do seu relato qualquer menção à zoologia fantástica, pediu a um conhecido seu do Hesse, um tal de Dryander, que assegurasse a veracidade doconteúdo do livro. O alemão, "ébrio de um sonho heróico e brutal", viera a dar com os costados no Brasil para satisfazer seu gosto pela aventura, para ver de perto as maravilhas que escutara na Europa sobre o Novo Mundo descoberto. Foi na sua segunda viagem ao Brasil (na primeira ele conheceu Pernambuco) que Staden naufragou nas costas do litoral fluminense. Por saber lidar com canhões, os portugueses, que o acolheram muito bem, promoveram-no a artilheiro do Forte de Bertioga.
Certo dia, num descuido seu, os tupinambás, inimigos dos lusos, o maniataram, dando início então ao seu calvário. Amarrado e transportado por mar na piroga indígena, Staden fez de tudo para convencer seus captores de que ele não era um peros, um português, mas sim um mair, um francês, portanto um aliado deles. Conseguiu pelo menos deixa-los na dúvida. Afinal, os índios podiam matar alguém amigo. A alvura do alemão e sua barba loira devem tê-lo ajudado, pois os tupinambás, provavelmente, nunca tinham visto um português brancarrão como ele. Staden atribuiu a sua sobrevivência às rezas, o tempo inteiro, feitas com redobrado fervor.
Cena antropofágica: mulheres da tribo retalham o morto |
Os antropólogos, porém, conhecendo hoje melhor os rituais de antropofagia, lendo Staden, chegaram a outra conclusão. Não o abateram e o moquearam por que Staden pareceu-lhes um covarde, cuja carne era indigna de ser ingerida por um valente tupinambá. Não foi pois, o olhar de Deus que o salvou, mas o tremor que abalou o seu corpo e a sua voz.
O que impressiona o leitor, é como Staden conseguiu manter um excelente poder de observação em meio aos perigos em que se encontrava. Deve-se a ele termos um relato em primeira mão da vida dos indígenas, com quem partilhou hábitos e costumes, privando com os seus cheiros, humores, e impudores. Não se trata das observações, quase que de rigor científico, como as do genebrino Jean Lery em sua passagem pelo Brasil, quando por aqui esteve na França Antártica de Villegagnon, em 1557. Oportunidade em que, visitando algumas tabas e conversando com os nativos, ao redor da baia da Guanabara, coletou material e assunto. De volta ao Velho Mundo, Lery publicou um ensaio que é considerado como um dos mais soberbos levantamentos etnográficos do Brasil: o Viagem a terra do Brasil, La Rochelle, 1578. Staden, ao contrário, viveu oito meses em meio aos seus captores. Afinal, os tupinambás tinham-no transformado num Ché remimbaba indé, num animal doméstico, que seu dono, o já referido Tubarão Grande, conduzia amarrado como um cão para todos os lados.
O que impressiona o leitor, é como Staden conseguiu manter um excelente poder de observação em meio aos perigos em que se encontrava. Deve-se a ele termos um relato em primeira mão da vida dos indígenas, com quem partilhou hábitos e costumes, privando com os seus cheiros, humores, e impudores. Não se trata das observações, quase que de rigor científico, como as do genebrino Jean Lery em sua passagem pelo Brasil, quando por aqui esteve na França Antártica de Villegagnon, em 1557. Oportunidade em que, visitando algumas tabas e conversando com os nativos, ao redor da baia da Guanabara, coletou material e assunto. De volta ao Velho Mundo, Lery publicou um ensaio que é considerado como um dos mais soberbos levantamentos etnográficos do Brasil: o Viagem a terra do Brasil, La Rochelle, 1578. Staden, ao contrário, viveu oito meses em meio aos seus captores. Afinal, os tupinambás tinham-no transformado num Ché remimbaba indé, num animal doméstico, que seu dono, o já referido Tubarão Grande, conduzia amarrado como um cão para todos os lados.
Staden apela inutilmente por asilo |
Angustia-se o leitor com a falta de solidariedade de alguns marinheiros franceses para com o pobre homem. Certa vez, o alemão chegou a abordar um barco ancorado bem próximo à praia para pedir asilo. O comandante, para desespero do fugitivo, mandou que se afastasse, porque não queria a inimizade dos índios. Se o acolhessem, disse, os tupinambás, magoados, não fariam mais escambo com ele. Mas, por fim, Staden conseguiu, numa outra oportunidade, um convés amigo que o levou de volta à Europa. O livro de Staden foi um sucesso, tendo conhecido várias tiragens. Talvez tenha sido o primeiro best-seller relatando uma aventura no Novo Mundo.
Zinca Wendt (Relatos quinhentistas sobre o Brasil, Berlim, 1993), demonstrou que o êxito da vendagem do livro de Staden , além das suas óbvias qualidades, e de transmitir ao leitor a permanente sensação de horror em vir-se a ser vítima do canibalismo, deveu-se largamente à mensagem religiosa que continha. O crente náufrago apareceu aos seus conterrâneos da Igreja Reformada, como alguém que escapara miraculosamente das garras do demônio, graças a sua fé protestante. Aliás, ao longo do livro, Staden reproduziu as orações e preces que fez aos céus para poder escapar aquele pesadelo. Portanto, a narrativa, também, serviu como uma poderosa arma na guerra travada ao longo do século 16, entre protestantes e católicos. A Nova Fé, derivada da rebeldia de Lutero, igualmente, era capaz de provocar milagres!
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