terça-feira, 27 de maio de 2014




Lição de casa

Pag 136      Organizar e Aplicar

Exercícios:1 e 2

1-Porque eles pagavam muito caro por tintas,corantes,madeira,etc...Então como o pau-brasil tem tinta dentro dele eles retiravam e não pagavam nada por ele, e a madeira do pau-brasil é de muito boa qualidade por isso também vendiam e ganhavam lucros.

2- Eles desmataram muito pau-brasil e por isso acabaram cortando muitas árvores.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Lição Página 136 Organizar e Aplicar

1- Por que era uma madeira de boa qualidade, eles usavam a tinta vermelha para tingir, e assim negociavam-se a madeira por panos, facas, tesouras,  espelhos e outras mercadorias.


2-  O desmatamento começou com a extração do pau-brasil que começou nos primeiros anos da colonização e permanece até os dias de hoje.

domingo, 25 de maio de 2014



Hans Staden

 

Hans Staden (1525-1579), participou de duas expedições ao Brasil como artilheiro (arcabuzeiro), a primeira em navio português e a segunda em navio espanhol. Viveu numerosas aventuras e vicissitudes, entre elas a convivência por nove meses e meio com os indios antropófagos tupinambás, na condição de prisioneiros destinado a ser devorado. Destas suas experiências resultou o seu relato etnográfico do continente sul-americano recém descoberto pelos europeus. A sua narrativa é uma das mais importantes obras sobre o início da historia brasileira e divide-se em duas partes: A primeira com o título “As viagens” descrevendo suas aventuras entre os indígenas, e a segunda com o título “A Terra e seus habitantes”, um relatório sobre a vida e costumes dos Tupinambás, dos quais foi prisioneiro. O seu livro, publicado em Marburgo no ano de 1557, ricamente ilustrado com xilogravuras recebeu mais de cinqüenta edições, em alemão, flamengo, holandês, latim, francês e português. A primeiro edição brasileira ocorreu em 1892, na Revista Trimestral do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro .


A primeira viagem

Em inicio de 1548, Hans Staden participou de uma expedição colonizadora portuguesa ao Brasil. Partiu de Bremen para Portugal, onde embarcou rumo ao Brasil. Aportou na capitania hereditária de Pernambuco em 28 de janeiro de 1548. Objetivos da expedição portuguesa eram a exploração do Pau-Brasil, o combate aos franceses, aos indígenas revoltosos e a remessa de degredados portugueses ao Brasil. Staden lutou ao lado dos portugueses contra indígenas e franceses e retornou à Europa no mesmo ano.

A segunda viagem

Em 1549, Hans Staden embarcou em Sevilha na Espanha, rumo ao Rio de la Plata. O navio naufragou em 1550 no litoral do Estado brasileiro de Santa Catarina. O náufragos alcançaram terra firme e após dois anos de espera, decidiram rumar para Assunção. Parte da tripulação foi por terra e a outra embarcou em pequeno barco e rumaram para São Vicente, de onde embarcariam para Assunção. Na altura de Itanhaém sofreram novo naufrágio, conseguindo se salvar a nado. Assim foram a pé pela costa até São Vicente. Em Bertioga, próximo a São Vicente, os portugueses haviam levantado um forte na ilha de Santo Amaro e tendo tomado conhecimento de sua qualificação como artilheiro, convenceram Hans Staden a assumir a responsabilidade de manter a guarda e vigília no forte durante quatro meses. Ao final deste período foi solicitado a permanecer por mais um período. Assim, combinaram sua permanência por mais dois anos. Nomearam-no para condestável em abril de 1553.[2]

A captura de Hans Staden pelos Tupinambás

Conforme relato do cacique Ipirú-guaçú ao prisioneiro Hans Staden; os tupinambás tinham certa vez sido traídos quando subiram a bordo de um navio portugues para comerciarem. Os portugueses os "assaltaram, amarraram, conduziram e entregaram aos tupiniquins, pelos quais foram então mortos e devorados" [3] Como Hans Staden estava a serviço no forte de Bertioga, os Tupinambás tomaram-no por português, tendo sido este o motivo de sua captura O aprisionamento de Hans Staden pelos índios Tupinambás ocorreu em janeiro de 1554. Tendo-se afastado do forte para recolher caça providenciada por um índio carijó que lhe servia, foi tocaiado na floresta, aprisionado e transportado por vários dias em pirogas pelo mar até suas aldeias em Ubatuba.

A convivência com os Tupinambás

Característica da personalidade de Hans Staden foi a serenidade para, mesmo ameaçado continuamente a se tornar vitima de canibalismo, observar e posteriormente evocar e registrar detalhadamente informações valiosas numa obra que se tornou a fonte etnografica mais autorizada sobre o país e seus habitantes.

Empenhou-se durante toda sua estada entre os indígenas a convence-los que não era português e sim alemão. Como os Tupinambás eram amigos dos franceses, procurou mostrar-lhes que estes também eram seus amigos. Dada sua religiosidade, Hans Staden suplicava a proteção divina, o que chamava a atenção dos índios e os induziu a exigir-lhe que rogasse proteção em situações de perigo, ou a prever o desfecho de algumas investidas. Tanto a dúvida referente à sua nacionalidade quanto a crença nos poderes de suas orações fez com que a sua morte fosse pouco a pouco postergada. Após a Segunda Guerra Mundial surgiu no Brasil uma interpretação antropológica moderna dos motivos pelos quais os índios teriam poupado Staden: Seria a covardia do prisioneiro que os teria feito desistir de devorá-lo. Esta interpretação revela-se equivocada ao confrontada com a iniciativa aventureira de Staden em participar de duas expedições ao Novo Mundo, com a sua atividade de artilheiro, com a sua participação em lutas no Brasil e com o fato de ter sido o único (devido ao perigo desta função) a assumir a vigília do forte de Bertioga. A tentativa de distorcer a narrativa e pregar-lhe a pecha de covarde constitui-se estratégia ideológica de esquerda muitas vezes aliada ao sionismo, comum no pós-guerra, com o objetivo de macular a imagem da nação que teve papel de destaque no combate ao comunismo na história recente.

As tentativas de resgate

Durante sua permanência entre os nativos ocorreram várias tentativas de livrar-se do cativeiro. A primeira tentativa ocorreu ainda durante a volta dos Tupinambás à sua aldeia. O rapto tinha sido percebido e Tupiniquins e portugueses partiram em perseguição, chegando à praia quando os Tupinambás mal tinham se afastado por apenas “dois tiros de arcabuz’ em suas pirogas. Iniciou-se uma escaramuça da qual os Tupinambás escaparam com apenas alguns feridos.

A segunda tentativa ocorreu quando um francês que vivia nas proximidades, veio à aldeia para verificar a pedido dos índios, se o capturado era também francês. Verificando que não o era, orientou os índios a devorá-lo, não obstante os pedidos de Staden para empenhar-se na sua soltura. Este francês retornou posteriormente à aldeia, e nesta ocasião, Staden já com mais liberdade de movimentação dentro da aldeia conseguiu esclarecer-lhe que não era português e sim alemão. O francês retificou sua primeira declaração sobre o preso, afirmando que fazia parte dos franceses. Porém a esta altura os índios só concordaram em solta-lo em troca de um navio cheio de mercadorias. Prometeu-se aos índios o envio deste navio na primeira oportunidade, até o que Staden permaneceria entre eles.

Outra possibilidade de escape ocorreu quando os Tupiniquins realizaram uma expedição guerreira contra os Tupinambás. Chegando em 25 canoas, atacaram as aldeias dos Tupinambás, que porém se defenderam de tal modo que o ataque foi abortado, frustrando as esperanças de liberdade de Staden.

Os portugueses posteriormente enviaram um navio para averiguar a situação de Staden. Ancoraram próximo à aldeia e perguntaram pelo prisioneiro. Receberam respostas incertas pelas quais poderiam deduzir a morte de Staden e retiraram-se em seguida.

No quinto mês do cativeiro chegou um navio da ilha de São Vicente para negociar a soltura de Staden, porém não o conseguiram. Posteriormente ainda chegou um navio francês para comerciar algodão e pau brasil, mas não levaram Staden consigo para não prejudicar o relacionamento e o comercio com os índios.

O resgate

Após os meses de convívio com os indígenas, Staden tinha deixado de ser o preso a ser devorado. Os índigenas convenceram-se de que não era português. Passaram a crer na possibilidade de ser francês. Atribuíam-lhe, devido a sua religiosidade, o poder do contato com sua divindade, o que lhes parecia conveniente para extrair proveito. Passou a ser útil para os indígenas e nas diversas tentativas dos brancos em resgatá-lo atribuíram-lhe alto valor de troca.

O resgate ocorreu quando atracou a nau francêsa Catherine de Vetteville, cujo capitão, disposto a libertar Staden o acolheu em seu navio. Embora o valor do resgate (alguns objetos no valor de "cinco ducados") não era o exigido pelos indígenas, tiveram que aceitar a liberação de Staden, por se encontrarem a bordo do navio em inferioridade numérica.

Por fim, nove meses e meio após o início de sua aventura entre os indígenas, zarpou do Rio de Janeiro em 31 de outubro de 1554 rumo à Europa, e por volta de vinte de fevereiro de 1555 chegou à Honfleur na França. Declinando ainda de um convite do capitão do navio para participar de mais uma viagem em seu navio, zarpou para Dieppe.

 

As aventuras de Hans Staden

Hans Staden, um alemão que fora aprisionado pelos tupinambás no litoral fluminense, em 1554, depois de ter voltado para casa, escreveu, provavelmente, um dos primeiros best-seller sobre o Novo Mundo. Sua narrativa, tantas vezes editada entre nós, não só teve agora uma bem ilustrada nova impressão, como serviu de roteiro para um filme que ora ganha cartaz no Brasil inteiro.

Staden cai prisioneiro dos tupinambás
A captura: imaginem ser capturado no Brasildo século 16 por um aborígine chamado Nhaepepô-açu ,"Panela Grande", e, pior ainda, ser dado em seguida de presente a um outro, de nome Ipirú-guaçu, o "Tubarão grande"! Nada de esperançoso, pois, aguardava o pobre Hanz Staden, um alemão do Hesse que, embarcado para cá, caíra aprisionado pelos tupinambás, no ano de 1554.

Não satisfeitos em ameaçar devorá-lo a qualquer instante, os seus captores, depois de terem-no levado para a aldeia deles em Ubatuba, arrastavam-no para que presenciasse as cerimônias antropofágicas que realizavam. Certa vez, carregaram-no até a aldeia de Tiquaripe, perto de Angra dos Reis, para ver um dos seus inimigos ter a cabeça esmagada pelo ibirapema, o tacape de execuções. Logo em seguida, assistiu os restos do bravo serem rapidamente deglutidos pela tribo inteira, embriagada previamente com licor de raízes de abatí.

Um livro incrível

Staden, que miraculosamente retornou ao Hesse, registrou seus tormentos de prisioneiro dos nativos num livro maravilhoso para ler:Viagens e aventuras no Brasil(Wahrhaftige Historia, editado em Marburg em 1557). Porém, ele não foi o primeiro alemão a pôr os pés no Brasil. Houve ainda um outro, um tal de Ulrich Schmidel, um lansquenete que, em 1540, com um grupo de aventureiros a serviço dos espanhóis, embrenhou-se inutilmente na Amazônia, atrás da lendária tribo de mulheres guerreiras (façanha contada na História verdadeira de uma viagem curiosa feita por Ulrico Shmidel, editada em Frankfurt, em 1567).

Interessa, porém, observar, no que toca ao livro de Staden, as precauções que ele tomou na Alemanha para que acreditassem nele. A Europa do século 16, o grande século das navegações, estava cansada de ler ou ouvir relatos eivados em mentiras e absurdos diversos.

O descrédito das narrativas de viagem. A tal ponto tinha chegado a coisa, que Rabelais, o grande satírico francês, fazendo mofa do livro do padre cosmógrafo André Thévet (Singularitez de la France Antarctique, 1558), decidiu-se inserir na sua obra-prima, dois capítulos denunciando, pelo riso, o disparate das visões mentirosas que alguns viajantes tiveram no inexistente País de Cetim. Criou, também, como símbolo desses mitômanos, um personagem-caricatura, o "Ouvi-dizer", que, apesar de ser um velho, corcunda e paralítico, tendo a língua esfacelada em sete pedaços, narrava, com um mapa-múndi aberto à sua frente, as suas impossíveis aventuras para uma multidão de crédulos. Eram histórias de unicórnios, de mantichoros com corpo de leão e cara humana, de cabeçudíssimos catoblepos de olhos venenosos, de hidras com sete cabeças, de onocrotalos que imitavam gritos de asno, de pégasos, e de tribos de seres com cabeças de pássaros, ou até mesmo com duas cabeças, de povos fabulosos que andavam apoiados nas mãos, com as pernas balançando no ar! (ver o livro V de Gargantua e Pantagruel, de 1564)


Rabelais denunciou os exageros dos viajantes
Querendo, pois, evitar ser chamado de embusteiro, Staden, além de banir do seu relato qualquer menção à zoologia fantástica, pediu a um conhecido seu do Hesse, um tal de Dryander, que assegurasse a veracidade doconteúdo do livro. O alemão, "ébrio de um sonho heróico e brutal", viera a dar com os costados no Brasil para satisfazer seu gosto pela aventura, para ver de perto as maravilhas que escutara na Europa sobre o Novo Mundo descoberto. Foi na sua segunda viagem ao Brasil (na primeira ele conheceu Pernambuco) que Staden naufragou nas costas do litoral fluminense. Por saber lidar com canhões, os portugueses, que o acolheram muito bem, promoveram-no a artilheiro do Forte de Bertioga.

Entre os tupinambás

Certo dia, num descuido seu, os tupinambás, inimigos dos lusos, o maniataram, dando início então ao seu calvário. Amarrado e transportado por mar na piroga indígena, Staden fez de tudo para convencer seus captores de que ele não era um peros, um português, mas sim um mair, um francês, portanto um aliado deles. Conseguiu pelo menos deixa-los na dúvida. Afinal, os índios podiam matar alguém amigo. A alvura do alemão e sua barba loira devem tê-lo ajudado, pois os tupinambás, provavelmente, nunca tinham visto um português brancarrão como ele. Staden atribuiu a sua sobrevivência às rezas, o tempo inteiro, feitas com redobrado fervor.


Cena antropofágica: mulheres da tribo retalham o morto
Os antropólogos, porém, conhecendo hoje melhor os rituais de antropofagia, lendo Staden, chegaram a outra conclusão. Não o abateram e o moquearam por que Staden pareceu-lhes um covarde, cuja carne era indigna de ser ingerida por um valente tupinambá. Não foi pois, o olhar de Deus que o salvou, mas o tremor que abalou o seu corpo e a sua voz.

O que impressiona o leitor, é como Staden conseguiu manter um excelente poder de observação em meio aos perigos em que se encontrava. Deve-se a ele termos um relato em primeira mão da vida dos indígenas, com quem partilhou hábitos e costumes, privando com os seus cheiros, humores, e impudores. Não se trata das observações, quase que de rigor científico, como as do genebrino Jean Lery em sua passagem pelo Brasil, quando por aqui esteve na França Antártica de Villegagnon, em 1557. Oportunidade em que, visitando algumas tabas e conversando com os nativos, ao redor da baia da Guanabara, coletou material e assunto. De volta ao Velho Mundo, Lery publicou um ensaio que é considerado como um dos mais soberbos levantamentos etnográficos do Brasil: o Viagem a terra do Brasil, La Rochelle, 1578. Staden, ao contrário, viveu oito meses em meio aos seus captores. Afinal, os tupinambás tinham-no transformado num Ché remimbaba indé, num animal doméstico, que seu dono, o já referido Tubarão Grande, conduzia amarrado como um cão para todos os lados.

Staden apela inutilmente por asilo
Angustia-se o leitor com a falta de solidariedade de alguns marinheiros franceses para com o pobre homem. Certa vez, o alemão chegou a abordar um barco ancorado bem próximo à praia para pedir asilo. O comandante, para desespero do fugitivo, mandou que se afastasse, porque não queria a inimizade dos índios. Se o acolhessem, disse, os tupinambás, magoados, não fariam mais escambo com ele. Mas, por fim, Staden conseguiu, numa outra oportunidade, um convés amigo que o levou de volta à Europa. O livro de Staden foi um sucesso, tendo conhecido várias tiragens. Talvez tenha sido o primeiro best-seller relatando uma aventura no Novo Mundo.
O primeiro best-seller do Novo Mundo

Zinca Wendt (Relatos quinhentistas sobre o Brasil, Berlim, 1993), demonstrou que o êxito da vendagem do livro de Staden , além das suas óbvias qualidades, e de transmitir ao leitor a permanente sensação de horror em vir-se a ser vítima do canibalismo, deveu-se largamente à mensagem religiosa que continha. O crente náufrago apareceu aos seus conterrâneos da Igreja Reformada, como alguém que escapara miraculosamente das garras do demônio, graças a sua fé protestante. Aliás, ao longo do livro, Staden reproduziu as orações e preces que fez aos céus para poder escapar aquele pesadelo. Portanto, a narrativa, também, serviu como uma poderosa arma na guerra travada ao longo do século 16, entre protestantes e católicos. A Nova Fé, derivada da rebeldia de Lutero, igualmente, era capaz de provocar milagres!
São escassos os dados sobre a vida de Hans Staden, que empreendeu duas viagens ao Brasil em meados do século 16. Na primeira, embarcou como artilheiro numa nau portuguesa que veio a Pernambuco, em 1547, e retornou a Lisboa no ano seguinte.

Na segunda, em 1550, veio incorporado na armada do espanhol Diogo de Sanábria, que pretendia fundar um povoado na costa da ilha de Santa Catarina e outro na embocadura do rio da Prata. O navio de Staden naufragou nas imediações de Itanhaém, no litoral paulista, e os sobreviventes seguiram para São Vicente, onde o alemão agregou-se aos portugueses.

Em 1553, Staden foi nomeado condestável (comandante) da fortaleza de Bertioga, por Tomé de Sousa. No ano seguinte, foi aprisionado pelos tupinambás. Permaneceu cativo na aldeia do chefe Cunhambebe, entre meados de janeiro e 31 de outubro.

Freqüentemente ameaçado de morte e de ser devorado num ritual antropofágico da tribo, conseguiu adiar a sua morte ao longo dos meses, até ser resgatado por um navio francês. Nele retornou à Europa, seguindo para sua cidade natal.

Em 1557, saiu a primeira edição do livro em que relatou suas aventuras, em Hessen. Várias reedições se sucederam nesse mesmo ano. A obra foi traduzida para o flamengo, o holandês, o latim e o francês. A primeira edição em língua portuguesa apareceu somente em 1892, numa tradução deficiente da versão francesa.

Em 1925, também Monteiro Lobato traduziu a primeira parte do livro e adaptou-a numa versão para jovens. Em 1930, uma edição mais cuidada apareceu, com texto traduzido do original, por Alberto Lofgren, e notas de Teodoro Sampaio. Batizada de "Duas viagens ao Brasil", a obra está dividida em duas partes.

A primeira narra a chegada do viajante ao país e sua captura pelos índios. Organizada com muita objetividade, a narrativa envolve o leitor com a sucessão de peripécias que compõem o relacionamento entre Staden e os tupinambás. A segunda descreve, com precisão etnográfica, os nativos e seu modo de vida, tornando o autor, juntamente com seu contemporâneo, o francês Jean de Léry, uma das principais fontes históricas e antropológicas acerca dos indígenas.



link:http://educacao.uol.com.br/biografias/hans-staden.jhtm

Aventureiro mercenário germânico nascido em Homberg (Efze), centro da Alemanha, . Partindo de Bremen, hoje na Alemanha, depois de passar pelos Países Baixos e por Portugal, embarcou como artilheiro em uma nau portuguesa que vinha à Capitania de Pernambuco (1547) em busca de pau-brasil. Na realidade em seu espírito aventureiro também tinha intenção de lutar como mercenário contra corsários franceses e seus aliados indígenas, negociar com os habitantes na colônia. Ao chegar em Pernambuco, o governador Duarte da Costa os contratou para enfrentava uma revolta indígena. Ele e cerca de quarenta comandados navegaram para Igaraçu, próxima a Olinda, e juntou-se a cerca de cento e vinte pessoas que já estavam em luta direta com os indígenas. Bem armados enfrentaram cerca de oito mil indígenas e depois de uma renhida luta, derrotaram os indígenas. Cumprida a missão, na volta enfrentaram um navio francês e logo depois retornaram para Portugal (1549). Em sua segunda viagem ao Brasil, partiu de Castela, na armada do espanhol Diogo de Sanábria, que pretendia explorar a costa da ilha de Santa Catarina até a embocadura do rio da Prata. Porém a altura de Itanhaém, no litoral paulista, Capitania de São Vicente, enfrentando fortes tempestades, o seu navio naufragou e os sobreviventes chegaram a São Vicente, onde o alemão juntou-se aos portugueses (1550). O alemão foi contratado pelo governador geral Tomé de Sousa e nomeado condestável (1553) do Forte de São Filipe de Bertioga. Depois de violentos enfrentamentos com indígenas, ele foi aprisionado pelos tupinambás e levado para a aldeia deles, em Ubatuba. Para sua sorte, antes de ser morto, os tupiniquins, aliados dos portugueses, atacaram a aldeia onde ele era mantido prisioneiro. Sem escolha, lutou ao lado dos seus captores tentando salvar sua pele. A vitória dos tupinambás, reverteu a situação e foi poupado, mas não deixavam ele partir. Cativo na aldeia do chefe Cunhambebe, finalmente (1554) foi resgatado pelo navio corsário francês Catherine de Vetteville, comandado por Guillaume Moner, depois de mais de nove meses de cativeiro. De volta à Europa, escreveu um livro sobre suas viagens e aventuras na América Portuguesa (1556), especialmente descrevendo os costumes dos indígenas sul-americanos: Warhaftige Historia und Beschreibung eyner Landtschafft der wilden, nacketen, grimmigen Menschfresser Leuthen in der Newenwelt America gelegen, que foi publicado em Marburgo, Alemanha, por Andres Colben (1557). Comumente conhecido no português como Duas viagens ao Brasil, o livro transformou-se em um sucesso editorial devido às suas ilustrações de animais e plantas, além de descrições de rituais antropofágicos e costumes exóticos e teve sucessivas edições. Essencialmente a obra tornou-se uma fonte de informações de interesse antropológico, sociológico, linguístico e cultural sobre a vida, os costumes e as crenças dos indígenas do litoral brasileiro na primeira metade do século XVI. Morreu em Wolfhagen e sua vida foi relatada em um filme brasileiro e português (1999), do gênero drama biográfico, dirigido por Luiz Alberto Pereira, com Carlos Evelyn como Hans Staden e ainda com Beto Simas e Stênio Garcia.

bjubju xau ;)

Hans Staden

São escassos os dados sobre a vida de Hans Staden, que empreendeu duas viagens ao Brasil em meados do século 16. Na primeira, embarcou como artilheiro numa nau portuguesa que veio a Pernambuco, em 1547, e retornou a Lisboa no ano seguinte.
Na segunda, em 1550, veio incorporado na armada do espanhol Diogo de Sanábria, que pretendia fundar um povoado na costa da ilha de Santa Catarina e outro na embocadura do rio da Prata. O navio de Staden naufragou nas imediações de Itanhaém, no litoral paulista, e os sobreviventes seguiram para São Vicente, onde o alemão agregou-se aos portugueses.

Em 1553, Staden foi nomeado condestável (comandante) da fortaleza de Bertioga, por Tomé de Sousa. No ano seguinte, foi aprisionado pelos tupinambás. Permaneceu cativo na aldeia do chefe Cunhambebe, entre meados de janeiro e 31 de outubro.
Freqüentemente ameaçado de morte e de ser devorado num ritual antropofágico da tribo, conseguiu adiar a sua morte ao longo dos meses, até ser resgatado por um navio francês
Em 1557, saiu a primeira edição do livro em que relatou suas aventuras, em Hessen. Várias reedições se sucederam nesse mesmo ano. A obra foi traduzida para o flamengo, o holandês, o latim e o francês. A primeira edição em língua portuguesa apareceu somente em 1892, numa tradução deficiente da versão francesa.

Em 1925, também Monteiro Lobato traduziu a primeira parte do livro e adaptou-a numa versão para jovens. Em 1930, uma edição mais cuidada apareceu, com texto traduzido do original, por Alberto Lofgren, e notas de Teodoro Sampaio. Batizada de "Duas viagens ao Brasil", a obra está dividida em duas partes .A primeira narra a chegada do viajante ao país e sua captura pelos índios.Organizada com muita objetividade, a narrativa envolve o leitor com a sucessão de peripécias que compõem o relacionamento entre Staden e os tupinambás. A segunda descreve, com precisão etnográfica, os nativos e seu modo de vida, tornando o autor, juntamente com seu contemporâneo, o francês Jean de Léry, uma das principais fontes históricas e antropológicas acerca dos indígenas.
.

sábado, 24 de maio de 2014

Hans Staden
( ~1525 - 1579)
  Aventureiro mercenário germânico nascido em Homberg (Efze), centro da Alemanha, . Partindo de Bremen, hoje na Alemanha, depois de passar pelos Países Baixos e por Portugal, embarcou como artilheiro em uma nau portuguesa que vinha à Capitania de Pernambuco (1547) em busca de pau-brasil. Na realidade em seu espírito aventureiro também tinha intenção de lutar como mercenário contra corsários franceses e seus aliados indígenas, negociar com os habitantes na colônia. Ao chegar em Pernambuco, o governador Duarte da Costa os contratou para enfrentava uma revolta indígena. Ele e cerca de quarenta comandados navegaram para Igaraçu, próxima a Olinda, e juntou-se a cerca de cento e vinte pessoas que já estavam em luta direta com os indígenas. Bem armados enfrentaram cerca de oito mil indígenas e depois de uma renhida luta, derrotaram os indígenas. Cumprida a missão, na volta enfrentaram um navio francês e logo depois retornaram para Portugal (1549). Em sua segunda viagem ao Brasil, partiu de Castela, na armada do espanhol Diogo de Sanábria, que pretendia explorar a costa da ilha de Santa Catarina até a embocadura do rio da Prata. Porém a altura de Itanhaém, no litoral paulista, Capitania de São Vicente, enfrentando fortes tempestades, o seu navio naufragou e os sobreviventes chegaram a São Vicente, onde o alemão juntou-se aos portugueses (1550). O alemão foi contratado pelo governador geral Tomé de Sousa e nomeado condestável (1553) do Forte de São Filipe de Bertioga. Depois de violentos enfrentamentos com indígenas, ele foi aprisionado pelos tupinambás e levado para a aldeia deles, em Ubatuba. Para sua sorte, antes de ser morto, os tupiniquins, aliados dos portugueses, atacaram a aldeia onde ele era mantido prisioneiro. Sem escolha, lutou ao lado dos seus captores tentando salvar sua pele. A vitória dos tupinambás, reverteu a situação e foi poupado, mas não deixavam ele partir. Cativo na aldeia do chefe Cunhambebe, finalmente (1554) foi resgatado pelo navio corsário francês Catherine de Vetteville, comandado por Guillaume Moner, depois de mais de nove meses de cativeiro. De volta à Europa, escreveu um livro sobre suas viagens e aventuras na América Portuguesa (1556), especialmente descrevendo os costumes dos indígenas sul-americanos: Warhaftige Historia und Beschreibung eyner Landtschafft der wilden, nacketen, grimmigen Menschfresser Leuthen in der Newenwelt America gelegen, que foi publicado em Marburgo, Alemanha, por Andres Colben (1557). Comumente conhecido no português como Duas viagens ao Brasil, o livro transformou-se em um sucesso editorial devido às suas ilustrações de animais e plantas, além de descrições de rituais antropofágicos e costumes exóticos e teve sucessivas edições. Essencialmente a obra tornou-se uma fonte de informações de interesse antropológico, sociológico, linguístico e cultural sobre a vida, os costumes e as crenças dos indígenas do litoral brasileiro na primeira metade do século XVI. Morreu em Wolfhagen e sua vida foi relatada em um filme brasileiro e português (1999), do gênero drama biográfico, dirigido por Luiz Alberto Pereira, com Carlos Evelyn como Hans Staden e ainda com Beto Simas e Stênio Garcia.



Isadora .

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Hans Staden

Hans Staden - foi um aventureiro mercenário alemão do século XVI. Por duas vezes, Staden esteve no Brasil , onde participou de combates nas capitais de Pernambuco e de São Vicente contra navegadores franceses e seus aliados indígenas e onde passou nove meses refém dos índios tupinambás. De volta à Alemanha , Staden escreveu "História verdadeira e descrição...": um relato de suas viagens ao Brasil que se tornou um grande sucesso editorial da época.

Pesquisa

Hans Staden

Hans Staden foi um aventureiro alemão que por duas vezes esteve no Brasil , onde participou de combates nas capitanias 
Neste livro, Hans Staden conta como foram suas duas viagens ao Brasil, na primeira vez a serviço dos portugueses e na segunda a serviço dos espanhóis. A primeira, em janeiro de 1548, foi até a capitania de Pernambuco para carregar o navio de pau-brasil e retornar a Portugal. Na ida a embarcação trouxe degredados para “povoar” as terras de Portugal e a tripulação tinha ordem de combater qualquer embarcação francesa que fosse encontrada na costa brasileira.
Só que ao chegar a Pernambuco a tripulação foi convocada pelo governador da capitania, Duarte da Costa, para ajudar a conter uma rebelião indígena. Foram até Igaraçu, que sofria um cerco contra aproximadamente 8 mil indígenas. Defendendo a localidade existiam apenas uns 120 portugueses. O reforço de cerca de 40 homens da tripulação ajudou, pois após uma luta ferrenha, conseguiram derrotar os nativos, e os navios carregados de pau-brasil retornaram a Portugal em dezembro de 1548.
Na segunda viagem em 1550, Hans Staden juntou-se aos comandados do espanhol Diogo de Sanábria, que partiu de Castela para o “Novo Mundo”. A armada de Sanábria tinha ordens para fundar um povoado na costa de Santa Catarina e outro na foz do Rio da Prata. Só que a embarcação onde Hans estava naufragou no litoral de São Paulo, próximo de Itanhaém, e os sobreviventes conseguiram chegar a São Vicente e juntaram-se aos portugueses.
Em 1553, Tomé de Sousa nomeou Hans Staden comandante – também chamado na época decondestável – do forte de Bertioga. No ano seguinte, Hans caçava sozinho quando foi encontrado e capturado por integrantes de uma tribo Tupinambá.

Hans foi levado cativo à região de Ubatuba, onde permaneceu preso na tribo do chefe Cunhambebe. Desde o início ele tinha percebido que a intenção dos tupinambás era de devorá-lo e, segundo ele conta no livro, era ameaçado constantemente de morte. O que o salvou foi justamente sua tentativa de convencer os tubinambás de que ele não era português, e sim francês, portanto, aliado dos tupinambás.
Segundo afirmam alguns antropólogos, Hans não foi devorado pois aos olhos dos tupinambás ele pareceu um covarde, e não um bravo guerreiro, por isso sua carne era indigna de ser consumida por um valente guerreiro tupinambá.
Um tempo depois, uma tribo tupiniquim que era aliada dos portugueses atacou a aldeia onde Hans estava cativo. Mesmo prisioneiro, Hans teve que lutar ao lado dos tupinambás. Sua vontade era que os tupiniquins vencessem a luta, libertando-o, mas os tupiniquins perceberam que não tinham chance de vitória e se retiraram do combate.
Hans Stadem ainda tentou, sem sucesso, ser resgatado por dois navios, um português e outro francês, mas o resgate não aconteceu pois os comandantes destas embarcações não queriam entrar em atrito com os tupinambás. Mas nove meses após ser aprisionado, Hans conseguiu ser resgatado pelo corsário francês Guillaume Moner, que o levou de volta para a Europa.
De volta à sua terra natal, em 1555, Hans escreveu o Warhaftige Historia, onde contava com detalhes seus dias no “Novo Mundo”. O livro, publicado em 1557, acabou se tornando um importante documento sociológico, cultural e antropológico de parte da cultura nativa do Brasil em meados do século XVI.
Mas o que mais chama atenção nos escritos de Hans Staden é a sua tentativa de transmitir um relato o mais próximo possível da realidade. Na época, a Europa estava tomada de relatos fantásticos das terras do Novo Mundo, com descrições de seres humanos que tinham mãos no lugar dos pés, sereias, peixes com cabeça de homens e homens com cabeças de feras, entre outras aberrações, o que fez, na época, o escritor François Rabelais dedicar dois capítulos de seu livro “Gargantua e Pantagruel” a satirizar essa visão fantástica dos exploradores. Staden apenas relatou o que viu e, lógico, não inventou seres mitológicos.
No Brasil, só em 1925 que a obra de Hans Staden mereceu uma melhor atenção, já que a única tradução para o português datava de 1892 e era falha, pois tinha sido traduzida de uma versão francesa que já não era muito exata em sua tradução. O escritor Monteiro Lobato traduziu a primeira parte do livro, adaptando-o para os jovens. Já em 1930, o texto foi traduzido do original por Alberto Lofgren, e batizada, enfim, de “Viagem ao Brasil”.
E em 1999 as histórias de Hans Staden viraram filme, em uma produção conjunta de brasileiros e portugueses, dirigido pelo brasileiro Luis Alberto Pereira.
Hans Staden faleceu na cidade alemã de Wolfhagen, em 1579.


http://www.historiazine.com/2010/06/as-aventuras-de-hans-staden.html

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Hans Staden

Hans Staden (Homberg (Efze), c. 1525  Wolfhagen, c. 1579) foi um aventureiro mercenário alemão do século XVI. Por duas vezes, Staden esteve no Brasil, onde participou de combates nas capitanias de Pernambuco e de São Vicente contra navegadores franceses e seus aliados indígenas e onde passou nove meses refém dos índiostupinambás. De volta à Alemanha, Staden escreveu "História verdadeira e descrição...": um relato de suas viagens ao Brasil que se tornou um grande sucesso editorial da época.
A primeira viagem ao Brasil
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/c/ca/Staden1.jpeg/220px-Staden1.jpeg
Partindo de Bremen, na atual Alemanha, Hans Staden passou pelos Países Baixos e chegou a Portugal. De Portugal, partiu para a capitania de Pernambuco, onde chegou em 28 de Janeiro de 1548. A embarcação portuguesa em que estava tinha o objetivo principal de recolher pau-brasil (Caesalpinia echinata), mas também deveria combater quaisquer navios franceses que estivessem a negociar com os nativos, bem como deveria também transportar degredados portugueses remetidos para povoar a colônia.
O governador de Pernambuco, Duarte da Costa, que enfrentava uma revolta indígena na ocasião, pediu ajuda aos recém-chegados. Hans Staden e os demais rumaram para Igaraçu, próximo a Olinda, em um navio para auxiliar na luta. Igaraçu era, então, defendida por aproximadamente 120 pessoas, às quais se uniram os cerca de quarenta recém-chegados, incluindo Hans Staden. Enfrentaram 8 000 indígenas. Depois de uma renhida luta e de um cerco prolongado no qual vieram a faltar provisões, os defensores conseguiram, afinal, vencer os indígenas.
Dias depois, enfrentaram um navio francês e, logo depois, retornaram à Europa, aportando em Lisboa no dia 8 de Outubro.
A Segunda Viagem ao Brasil
Em sua segunda viagem, Staden partiu de Sevilha rumo ao Rio da Prata em um navio espanhol em 1549, mas o navio veio a naufragar no ano seguinte, no litoral do atual estado brasileiro de Santa Catarina. Os integrantes da expedição, depois de passarem dois anos na região, decidiram rumar para a cidade de Assunção: uma parte deles iria por terra e outra parte, por navio. Staden se juntou ao segundo grupo e rumou para a cidade de São Vicente, onde tentaria fretar um navio capaz de chegar a Assunção.
Antes de chegar a São Vicente, porém, o navio de Staden naufragou próximo a Itanhaém. Seus ocupantes conseguiram nadar até a praia. De lá, foram a pé até São Vicente, onde Staden foi contratado como artilheiro pelos colonos portugueses para defender o Forte de São Filipe da Bertioga, que se localizava nas proximidades da cidade. Enquanto caçava sozinho fora dos limites do forte, Staden foi feito prisioneiro por uma tribo tupinambá que o conduziu à aldeia de Ubatuba (Uwattibi, no texto original do relato de Staden1 ), que ficaria localizada em algum ponto entre Bertioga e Rio de Janeiro.2
Desde o início, ficou claro que a intenção dos seus captores era devorá-lo. Pouco tempo depois, os tupiniquins, aliados dos portugueses, atacaram a aldeia onde ele era mantido prisioneiro. Obrigado pelos tupinambás, Staden lutou ao lado destes contra os tupiniquins. Seu desejo era tentar fugir para unir-se aos atacantes. Mas, estes, vendo que a resistência dos defensores era muito forte, desistiram da luta e se retiraram. Era tratado como um troféu de guerra pelos tupinambás3 .
Pediu ajuda a um navio português e a outro francês. Ambos recusaram-se a ajudá-lo por não desejarem entrar em conflito com os índios. Foi, enfim, resgatado pelo navio corsário francês Catherine de Vatteville, comandado por Guillaume Moner, depois de mais de nove meses aprisionado.
Obra
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/3/3a/Magnifying_glass_01.svg/17px-Magnifying_glass_01.svg.pngVer artigo principal: Duas Viagens ao Brasil
De volta à Europa, redigiu um relato sobre as peripécias em suas viagens e aventuras no Novo Mundo, uma das primeiras descrições para o grande público acerca dos costumes dos indígenas sul-americanos.
O livro, intitulado "História Verdadeira e Descrição de uma Terra de Selvagens, Nus e Cruéis Comedores de Seres Humanos, Situada no Novo Mundo da América, Desconhecida antes e depois de Jesus Cristo nas Terras de Hessen até os Dois Últimos Anos, Visto que Hans Staden, de Homberg, em Hessen, a Conheceu por Experiência Própria e agora a Traz a Público com essa Impressão"4 , também conhecido pelo nome "Duas Viagens ao Brasil", foi publicado em Marburgo, na Alemanha, por Andres Colben em 1557.
Tal livro conheceu sucessivas edições, constituindo-se num sucesso editorial devido às suas ilustrações de animais e plantas, além de descrições de rituaisantropofágicos e costumes exóticos.
A sua influência no meio culto da época ajudou a criar, no imaginário europeu quinhentista, a ideia da terra brasílica como o país dos canibais,devido às ilustrações com cenas de antropofagia.5

Para os estudiosos, a obra contém informações de interesse antropológico, sociológico, linguístico e cultural sobre a vida, os costumes e as crenças dos indígenas do litoral brasileiro na primeira metade do século XVI.