quinta-feira, 22 de maio de 2014

Hans Staden

Hans Staden, um alemão que foi aprisionado pelos tupinambás no litoral fluminense, 1554, depois de ter voltado para casa escreveu provavelmente um dos primeiros best-seller sobre o Novo Mundo. Sua narrativa tantas vezes editada entre nós, não só teve agora uma bem ilustrada nova impressão, como serviu de roteiro para um filme que ora ganha cartaz no Brasil inteiro.
Aventureiro mercenário germânico nascido em Homberg, centro da Alemanha, . Partindo de Bremen, hoje na Alemanha, embarcou como artilheiro em uma nau portuguesa que vinha à Capitania de Pernambuco (1547) em busca de pau-brasil. Na realidade em seu espírito aventureiro também tinha intenção de lutar como mercenário contra corsários franceses e seus aliados indígenas, negociar com os habitantes na colônia. Ao chegar em Pernambuco, o governador Duarte da Costa os contratou para enfrentava uma revolta indígena. Ele e cerca de 40 comandados navegaram para Igaraçu, próxima a Olinda, e juntou-se a cerca de 120 pessoas que já estavam em luta direta com os indígenas. Bem armados enfrentaram cerca de 8000 indígenas e depois de muita guerra, derrotaram os indígenas. Cumprida a missão, na volta enfrentaram um navio francês e logo depois retornaram para Portugal (1549). Em sua segunda viagem ao Brasil, partiu de Castela, na armada do espanhol Diogo de Sanábria, que pretendia explorar a costa da ilha de Santa Catarina até a embocadura do rio da Prata. Porém a altura de Itanhaém, no litoral paulista, Capitania de São Vicente, enfrentando fortes tempestades, o seu navio naufragou e os sobreviventes chegaram a São Vicente, onde o alemão juntou-se aos portugueses (1550). O alemão foi contratado pelo governador geral Tomé de Sousa e nomeado condestável (1553) do Forte de São Filipe de Bertioga. Depois de violentos enfrentamentos com indígenas, ele foi aprisionado pelos tupinambás e levado para a aldeia deles, em Ubatuba. Para sua sorte, antes de ser morto, os tupiniquins, atacaram a aldeia onde ele era mantido prisioneiro. Sem escolha, lutou ao lado dos seus captores tentando salvar sua pele. A vitória dos tupinambás, reverteu a situação e foi poupado, mas não deixavam ele partir. Cativo na aldeia do chefe Cunhambebe, finalmente (1554) foi resgatado pelo navio corsário francês Catherine de Vetteville, comandado por Guillaume Moner. 


O livro de staden

Depois de mais de nove meses de cativeiro, volta à Europa, e escreve um livro sobre suas viagens e aventuras na América Portuguesa (1556), especialmente os costumes dos indígenas sul-americanos. Comumente conhecido no português como Duas viagens ao Brasil, o livro transformou-se em um sucesso editorial devido às suas ilustrações de animais e plantas, além de descrições de rituais antropofágicos e costumes exóticos e teve sucessivas edições. Essencialmente a obra se tornou uma fonte de informações de interesse antropológico, sociológico, linguístico e cultural sobre a vida, os costumes e as crenças dos indígenas do litoral brasileiro na primeira metade do século XVI.


Curiosidade

 Morreu em Wolfhagen e sua vida foi relatada em um filme brasileiro e português (1999), do gênero drama biográfico, dirigido por Luiz Alberto Pereira, com Carlos Evelyn como Hans Staden. 

 conclusão
Eu aprendi que Hans Staden foi um homem muito importante pelo menos na história brasileira, e que ele pode ser conhecido como guerreiro e como autor.

Gostei muito de fazer a pesquisa sobre ele!

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