Hans
Staden
Hans Staden, um alemão que foi aprisionado pelos tupinambás no litoral
fluminense, 1554, depois de ter voltado para casa escreveu provavelmente um dos
primeiros best-seller sobre o Novo Mundo. Sua narrativa tantas vezes editada
entre nós, não só teve agora uma bem ilustrada nova impressão, como serviu de
roteiro para um filme que ora ganha cartaz no Brasil inteiro.
Aventureiro mercenário germânico
nascido em Homberg, centro da Alemanha, . Partindo de Bremen, hoje na Alemanha,
embarcou como artilheiro em uma nau portuguesa que vinha à Capitania de
Pernambuco (1547) em busca de pau-brasil. Na realidade em seu espírito aventureiro
também tinha intenção de lutar como mercenário contra corsários franceses e
seus aliados indígenas, negociar com os habitantes na colônia. Ao chegar em
Pernambuco, o governador Duarte da Costa os contratou para enfrentava uma
revolta indígena. Ele e cerca de 40 comandados navegaram para Igaraçu, próxima
a Olinda, e juntou-se a cerca de 120 pessoas que já estavam em luta direta com
os indígenas. Bem armados enfrentaram cerca de 8000 indígenas e depois de muita
guerra, derrotaram os indígenas. Cumprida a missão, na volta enfrentaram um
navio francês e logo depois retornaram para Portugal (1549). Em sua segunda
viagem ao Brasil, partiu de Castela, na armada do espanhol Diogo de Sanábria, que pretendia
explorar a costa da ilha de Santa Catarina até a embocadura do rio da Prata.
Porém a altura de Itanhaém, no litoral paulista, Capitania de São Vicente,
enfrentando fortes tempestades, o seu navio naufragou e os sobreviventes
chegaram a São Vicente, onde o alemão juntou-se aos portugueses (1550). O alemão
foi contratado pelo governador geral Tomé de Sousa e nomeado condestável (1553) do Forte de
São Filipe de Bertioga. Depois de violentos enfrentamentos com indígenas, ele
foi aprisionado pelos tupinambás e levado para a aldeia deles, em Ubatuba. Para
sua sorte, antes de ser morto, os tupiniquins, atacaram a aldeia onde ele era mantido
prisioneiro. Sem escolha, lutou ao lado dos seus captores tentando salvar sua
pele. A vitória dos tupinambás, reverteu a situação e foi poupado, mas não
deixavam ele partir. Cativo na aldeia do chefe Cunhambebe, finalmente (1554)
foi resgatado pelo navio corsário francês Catherine de Vetteville, comandado
por Guillaume Moner.
O
livro de staden
Depois de mais de nove meses de cativeiro, volta à Europa, e escreve um
livro sobre suas viagens e aventuras na América Portuguesa (1556),
especialmente os costumes dos indígenas sul-americanos. Comumente conhecido no
português como Duas viagens ao Brasil, o livro transformou-se em um sucesso
editorial devido às suas ilustrações de animais e plantas, além de descrições
de rituais antropofágicos e costumes exóticos e teve sucessivas edições.
Essencialmente a obra se tornou uma fonte de informações de interesse
antropológico, sociológico, linguístico e cultural sobre a vida, os costumes e
as crenças dos indígenas do litoral brasileiro na primeira metade do século
XVI.
Curiosidade
Morreu em Wolfhagen e sua vida foi relatada em um filme brasileiro
e português (1999), do gênero drama biográfico, dirigido por Luiz Alberto Pereira, com Carlos Evelyn como Hans Staden.
conclusão
Eu aprendi que Hans Staden foi um homem muito importante pelo menos na
história brasileira, e que ele pode ser conhecido como guerreiro e como autor.
Gostei muito de fazer a pesquisa sobre ele!
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