quarta-feira, 23 de abril de 2014



 
 
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Guarani

Guarani


 Enrico V. Demarchi n°8
Prof: Paulo
Serie: 7° ano A

                                                                   GUARANI

O povo Guarani foi um dos primeiros a serem contatados após a chegada dos europeus na América do Sul, cerca de 500 anos atrás.

No Brasil, vivem atualmente cerca de 51.000 índios Guarani, em sete estados diferentes, tornando-os a etnia mais numerosa do país. Muitos outros índios Guarani vivem no Paraguai, Bolívia e Argentina.

O povo Guarani no Brasil está dividido em três grupos: Kaiowá, Ñandeva e M’byá, dos quais o maior é o Kaiowá, que significa ‘povo da floresta’.

O guarani é sua língua oficial, falada por muito mais gente do que o Espanhol, principalmente entre os camponeses do país.

O povo Guarani é profundamente espiritual. A maioria das comunidades possui um espaço para oração, e um líder religioso, denominado de pajé.

Hoje em dia, os índios vivem espremidos em pequenos pedaços de terra cercados por fazendas de gado e vastos campos de soja e cana-de-açúcar. Alguns não têm terra alguma, e vivem acampados na beira de estradas.




Como se organizam os Guarani

A forma tradicional de organização social guarani se dá em famílias extensas. Até cem pessoas moravam numa mesma casa, geralmente perto de um córrego ou rio, em uma região de floresta que oferecesse boa terra para plantio, caça e pesca.

As famílias eram lideradas pelo casal mais idoso, experiente e que demonstrasse boas habilidades xamanísticas - para curar e manter a saúde das pessoas, além de boas lavouras e boa caça, todos sinais de uma boa relação com os deuses.

Para os Guaranis não há classes sociais como a do homem branco. Todos têm os mesmo direitos e recebem o mesmo tratamento. A terra, por exemplo, pertence a todos e quando um índio caça, costuma dividir com os habitantes de sua tribo. Apenas os instrumentos de trabalho (machado, arcos, flechas, arpões) são de propriedade individual. O trabalho na tribo é realizado por todos, porém possui uma divisão por sexo e idade. As mulheres são responsáveis pela comida, crianças, colheita e plantio. Já os homens da tribo ficam encarregados do trabalho mais pesado: caça, pesca, guerra e derrubada das árvores.

São figuras importantes numa tribo o pajé e o cacique. O pajé é o sacerdote da tribo, pois conhece todos os rituais e recebe as mensagens dos deuses. Ele também é o curandeiro, pois conhece todos os chás e ervas para curar doenças. Ele que faz o ritual da pajelança, onde evoca os deuses da floresta e dos ancestrais para ajudar na cura. O cacique, também importante na vida tribal, faz o papel de chefe, pois organiza e orienta os índios. 

Na educação:     

educação indígena é bem interessante. Os pequenos índios, conhecidos como curumins, aprender desde pequenos e de forma prática. Costumam observar o que os adultos fazem e vão treinando desde cedo. Quando o pai vai caçar, costuma levar o indiozinho junto para que este aprender. Quando atinge os 13 os 14 anos, o jovem passa por um teste e uma cerimônia para ingressar na vida adulta.
Religião Indígena


Cultura Guarani

Cada nação indígena possuía crenças e rituais religiosos diferenciados. Porém, todas as tribos acreditavam nas forças da natureza e nos espíritos dos antepassados. Para estes deuses e espíritos, faziam rituais, cerimônias e festas. O pajé era o responsável por transmitir estes conhecimentos aos habitantes da tribo. Algumas tribos chegavam a enterrar o corpo dos índios em grandes vasos de cerâmica, onde além do cadáver ficavam os objetos pessoais. Isto mostra que estas tribos acreditavam numa vida após a morte.

A  caça, chamada de captura de animais e a pesca são atividades cotidiana dos Guaranis. Eles usam arapucas chamadas de mondeu, também usam armas tidas como “brancas” feitas por eles mesmos...

Principais alimentos consumidos pelos índios brasileiros:

-Frutas,verduras,legumes,raízes,carne de animais caçados na floresta (capivara, porco-do-mato,macaco, etc), peixes, cereais e castanhas.

Pratos típicos da culinária indígena:
Tapioca (espécie de pão fino feito com fécula de mandioca), pirão (caldo grosso feito de farinha de mandioca e caldo de peixe), pipoca, beiju (espécie de bolo de formato enrolado feito com massa de farinha de mandioca fina).

A situação de desespero que vive o povo Guarani hoje

Nos últimos 500 anos praticamente todas as terras dos Guarani no Mato Grosso do Sul foram tomadas deles.

Ondas de desmatamento converteram as terras férteis dos Guarani em uma vasta rede de fazendas de gado e plantações de cana-de-açúcar para o mercado de biocombustíveis do Brasil.

Os índios estão amontoados em pequenas reservas, que estão superlotadas. Na reserva de Dourados, por exemplo, 12 mil índios vivem em pouco mais de 3.000 hectares.

A destruição da floresta fez com que as práticas da caça e a pesca sejam impossíveis, e não há mais terra suficiente até mesmo para plantar. A desnutrição é um problema sério e, desde 2005, pelo menos, 53 crianças Guarani morreram de fome.
Canaviais.

O Brasil tem uma das indústrias mais desenvolvidas de biocombustíveis no mundo. Plantações de cana-de-açúcar foram estabelecidas na década de 1980, e dependem fortemente do trabalho indígena. Frequentemente, os trabalhadores trabalham por salários miseráveis em condições terríveis. Em 2007, a polícia invadiu uma destilaria de álcool de cana-de-açúcar e descobriu 800 índios trabalhando e vivendo em condições subumanas.

Como muitos homens indígenas são forçados a procurar trabalho nas plantações, eles ficam fora de suas comunidades por longos períodos e isso tem um impacto importante na saúde e na sociedade Guarani. As doenças sexualmente transmissíveis e alcoolismo chegaram à tribo pelos trabalhadores que retornam e as brigas internas entre o próprio povo com muita violência aumentaram.

Mais de 80 novas plantações de cana-de-açúcar e usinas de álcool estão previstas para o Mato Grosso do Sul, muitas das quais estão sendo construídas em terra ancestral dos Guarani.

Os índios que estão presos

Os Guarani no Mato Grosso do Sul sofrem com o racismo e a discriminação, e altos níveis de assédio da polícia. Estima-se que existem mais de 200 Guarani na cadeia com pouco ou nenhum acesso a aconselhamento jurídico e intérpretes, preso em um sistema legal que eles não entendem. Isso resultou em pessoas inocentes serem condenadas. Muitos estão servindo penas desproporcionalmente duras por delitos menores.

A resposta deste povo profundamente espiritual para a falta de terra tem sido uma epidemia de suicídio única na América do Sul. Desde 1986 mais de 517 índios Guarani cometeram suicídio; o mais novo tinha apenas nove anos de idade.

Lutando para sobreviver

Lotados em reservas minúsculas, com terríveis consequências sociais, muitas comunidades Guarani têm tentado recuperar pequenas parcelas de suas terras ancestrais.

Estas ‘retomadas’ tem sido violentamente resistidas pelos agricultores poderosos que hoje ocupam a região.

Os fazendeiros frequentemente empregam pistoleiros para defender ‘suas’ propriedades, e inúmeros Guarani foram mortos durante ou logo após as retomadas.

Como exemplo: a pequena comunidade de Ñanderu Marangatu é típica. Apesar do fato de que a comunidade tem direito por lei a viver dentro de uma reserva de 9.000 hectares, eles foram expulsos por pistoleiros contratados por fazendeiros em 2005, mas conseguiram retomar suas terras.

Eles agora vivem em uma pequena fração do que é legalmente deles, e a área circundante a sua comunidade é patrulhada diariamente pelos pistoleiros do fazendeiro, que também estupraram duas mulheres Guarani e atiraram contra a casa de um dos líderes da comunidade.
Curiosidades:

Curiosidade - Notícia recente

17/04/14– Cerca de 50 índios guaranis ocuparam, por volta das 15h30 de quarta-feira (16), o Pátio do Colégio, marco da fundação da cidade de São Paulo, para reivindicar a demarcação de terras reconhecidas pela Fundação Nacional do Índio (Funai) como tradicionalmente indígenas dentro do município. Eles pretendem chamar a atenção da sociedade e pressionar o Ministério da Justiça para assinatura de uma portaria que regulariza a posse da terra de acordo com a área definida pela Funai.
Os guaranis da capital paulista somam aproximadamente 2 mil pessoas. Participam da ocupação, índios das terras indígenas Jaraguá, na zona oeste, e Tenondé Porã, no extremo sul da cidade.
Desde que entraram no local, os índios estão tocando e dançando músicas tradicionais da cultura indígena.
Sem o término do processo de demarcação, os índios ainda sofrem ameaças de despejo, além das dificuldades para manter a tradição indígenas nas atuais áreas.

Conclusão

Conclui que:

·         Atualmente existem 51.000 guaranis 7 estados no Brasil.
·         Os guaranis estão divididos em três grupos: Kaiowá, Ñandeva e M’bya.
·         Sua língua oficial é guarani.
·         Se organizam em famílias extensas, até cem pessoas na mesma casa que é liderada pelos mais velhos (idosos) que tem boas relações com os deuses.
·         Os guaranis não tem classes sociais, usam só seus instrumentos. As mulheres são responsáveis pela comida e pelas crianças já os homens são responsáveis pela caça.
·          Cada tribo possui rituais religiosos diferentes, mas as tribos acreditavam na natureza e espíritos antepassados. E a caça é chamada de captura de animais e a pesca é uma atividade deles.
·         Consumiam frutas, legumes, verduras, raízes e animais que eram caçados por eles mesmos.
·         Nos últimos 500 anos,todas suas terras foram tomadas deles. Os índios vivem em pequenas reservas,superlotadas. E desde 2005, mais ou menos 53 crianças morreram de fome;
·         Eles sofrem racismo no Mato Grosso do Sul.
·         Reservas retomadas,eram resistidas violentamente pelos fazendeiros... Os Ñanderu Marangatu foram expulsos por pistoleiros,mas conseguiram retomar suas terras.

Bibliografia

http://www.folhapaulistana.com.br/2014/04/guaranis-ocupam-sitio-historico-em-sao-paulo-para-cobrar-demarcacao-de-terras/


TRIBOS INDIGENAS : KAIOWAS

TRIBOS INDIGENAS : KAIOWAS

Os kaiowá pertencem a subgrupos de um tronco amplo, o do povo Guarani. No Brasil os índios Guarani são distribuídos em 3 sub-=grupos: Nãndeva, Mbya e Kaiowá, contando com aproximadamente 50 mil pessoas, na maior parte no estado do Mato Grosso do Sul, onde são distribuídos em 08 reservas.

Localização e Tekoha
Onde estão
Quantos são

MS
31.000 (Funasa, Funai, 2008)
Paraguai
12.964 (II Censo Nacional Indígena, 2002)

Os Guarani hoje em dia denominam os lugares que ocupam de tekoha. O tekoha é, assim, o lugar físico – terra, mato, campo, águas, animais, plantas, remédios etc. – onde se realiza o teko, o “modo de ser”, o estado de vida guarani.

Habitando a região sul do Mato Grosso do Sul, os Kaiowá distribuem suas aldeias por uma área que se estende até os principais rios (Apa, Dourados e Ivinhema) incluindo a serra de Mbarakaju e os afluentes do rio Jejui, no Paraguai. Algumas famílias kaiowá também vivem, atualmente, em aldeias próximas às Mbya no litoral do Espírito Santo e Rio de Janeiro.

O território Ñandeva atual toma parte dos estados do Mato Grosso do Sul e Paraná, estendendo-se também ao Paraguai oriental. Há também assentamentos Ñandeva no interior do Paraná e de São Paulo, e no litoral deste último.

NA CULTURA
Embora cada nação indígena possua sua própria cultura com hábitos e costumes próprios, existem alguns costumes que são comuns a praticamente todos os povos indígenas brasileiros.

São estes que relacionamos abaixo:
- Os índios brasileiros se alimentam exclusivamente de alimentos retirados da natureza (peixes, carnes de animais, frutos, legumes, tubérculos);
- Costumam tomar banho vários vezes por dia em rios, lagos e riachos;
- Os homens saem para caçar em grupos;
- Fazem cerimônias e rituais com muita dança e música. Costumam pintar o corpo nestes eventos.
- Desde pequenas as crianças são treinadas para as atividades que deverão desempenhar na vida adulta;
- Realizam rituais de passagem entre a fase de criança e a adulta;
- Moram em habitações feitas de elementos da natureza (troncos e galhos de árvores, palhas, folhas secas, barro);
- Fazem objetos de arte (potes e vasos de cerâmica, máscaras, colares) com materiais da natureza.  Esta atividade é desempenhada pelas mulheres das tribos;
- Tratam as doenças com ervas da natureza e costumam realizar rituais de cura, dirigidas por um pajé;
- Possuem o costume de dividir quase tudo que possuem, principalmente os alimentos;
- Possuem uma religião baseada na existência de forças e espíritos da natureza.

ALIMENTAÇÃO – DIVISÃO TRABALHO
Atividades produtivas

A agricultura é a principal atividade econômica kaiowá, mas apreciam a caça e a pesca,  praticando-as sempre que possível, realizam uma economia de subsistência.
Essas roças são pequenas para a unidade familiar, nela todos os familiares participam – segundo uma divisão do trabalho entre homens e mulheres – são distribuídas atividades para cada uma das pessoas.

Características da alimentação indígena
           
Podemos dizer que a alimentação indígena é natural, pois eles consomem alimentos retirados diretamente da natureza. A alimentação indígena é saudável e rica em vitaminas, sais minerais e outros nutrientes. 

Numa aldeia indígena, o preparo dos alimentos é de responsabilidade das mulheres. Aos homens, cabe a função de caçar e pescar. 
Plantam milho (avati morotĩ e avati tupi), mandioca (mandi’o), batata doce (jety), cana-de-açúcar (takuare’e), abóbora, (andai), mamão, laranja, banana (pakova), amendoim (manduvi), urucu (yruku), vários tipos de feijão de árvore (kumanda), arroz, feijão e outros produtos destinados à alimentação da família e espécies utilizadas como remédios (pohã ñana).
            A sobrevivência dos índios tem sido garantida por esses roçados, base de sua economia.
Cabe às mulheres a tarefa de pilar o milho e preparar a chicha, fazer a chipa, uma espécie de bolo de milho..
 Preparam a mandioca de diferentes formas, além disso, a batata doce (jety) e a cana-de-açúcar (takuare’e) também são apresentadas sob vários aspectos; os quatro produtos são muito apreciados no preparo do kãguy ou chicha, uma bebida fermentada muito apreciada por estes indígenas e que são consumidas em grande quantidade em suas festas profanas e cerimoniais religiosos.
O CONFLITO QUE GERA A EXTINÇÃO DOS KAIOWÁ
A situação dos índios kaiowá que habitam as regiões do Mato Grosso do Sul, existe uma disputa pelas terras que tem deixado um rastro de morte desolador. O suicídio entre os Kaiowá e Guarani ocorre há tempos, entre 2003 e 2010 foram 555 suicídios entre os integrantes dessas etnias, acometendo sobretudo os jovens.
O confinamento territorial por conta da obrigação dos índios viverem nas reservas, fora de seu habitat natural, gera a falta de perspectivas, a violência dos fazendeiros e o afastamento das terras tradicionais são os principais motivos dessa triste estatística. Porém, nenhum dos referidos suicídios ocorreu em massa, de maneira coletiva, foram vários suicídios individuais.
Desta forma, os povos Kaiowá estão a caminho da extinção.
O confronto entre os índios e os fazendeiros, é porque os índios são vistos como um obstáculo aos fazendeiros que querem as terras para criar gado, plantar cana-de-açúcar ou soja para vender, querendo o crescimento econômico a todo custo.



CURIOSIDADES

Outros nomes
Pai-Tavyterã, Tembekuára

Família linguística
Tupi-Guarani

Lingua falada: Guarani em suas variações
Alimentação: O milho branco cultivado, chamado de “ avati morotĩ “ é considerado como uma planta sagrada e que não deve ser utilizada para comércio, mas que é usado nas cerimônias anuais do avati kyry, que é o batismo do milho e das plantas novas.

Na atualidade, os povos indígenas que habitam a região do rio Xingu são tidos como um entrave, ou seja, estão atrapalhando o Governo Federal, que insiste em construir a conhecida Usina hidrelétrica de Belo Monte em Altamira/PA, mesmo que isto signifique a destruição da cultura de tais povos, que serão expulsos de suas terras.

CONCLUSÃO:

Eu entendi que os kaiowas se distribuem em aldeias localizadas em Mato Grosso e Paraguai.

Eles moram em casas feitas com elementos da natureza,eles também tem o costume de dividir tudo o que eles conseguem , principalmente os alimentos que conseguem.

Eles possuem a sua própria cultura com hábitos e costumes próprios.


A agricultura é a principal atividade econômica dos kaiowas , a caça e a pesca.

Percebi que os povos kaiowás estão indo para a extinção, por causa que vários kaiowas  se suicidaram e muitos também morreram em confrontos.



BIBLIOGRAFIA




 Professor:Paulo Sérgio

Nome:Enzo Matheo Demarchi


Série:7° ano A

terça-feira, 22 de abril de 2014

                        Terena

  • Introduçao:
  • O Mato Grosso do Sul tem uma das maiores populações indígenas . Os Terena, por terem muita   população e manterem um contato intenso com a população regional, são o povo indígena cuja presença no estado se revela de forma aparecida .As mulheres ta tribo trabalhavam em fazendas .Essa intensa participação no cotidiano sul-matogrossense favorece a atribuição aos Terena de estereótipos tais como “aculturados” e “índios urbanos”. Tais declarações servem para mascarar a resistência de um povo que, através dos séculos, luta para manter viva sua cultura, sabendo positivar situações adversas ligadas ao antigo contato, além de mudanças bruscas na paisagem, ecológica e social, que o poder colonial e, em seguida, o Estado brasileiro os reservou. 
  • Localização :
  • Em territórios descontínuos como ilha mais estão localizados no Mato Grosso,São Paulo e Mato Grosso do Sul
  • População :
  • Em média 24 mil pessoas.. E 13 mil de indivíduos.. 2.500 famílias...
  • Língua:
  • Se falam muito mais a língua Terena mais tem as Buriti e Nioaque que são poucas pessoas que falam .
  • Costumes e Cultura:
  •   Cerâmica Terena Os índios Terena são conhecidos pela habilidade na agricultura e no artesanato.    Cultivam em suas terras arroz, feijão, feijão de corda, maxixe, mandioca e milho, alimentos que formam a base de sua alimentação.
  •  Curiosidades:
  • A festa de Terena é sempre uma semana antes da páscoa daí um ano as festas são a 5 até 9 de Abril e outras são dia 29 de Abril até 3 de Maio

 Esta em extinção :não
Bibliografia:http://pib.socioambiental.org/pt/povo/terena
Isadora Bjs

Karajá

Karaja


Cultura

A cultura material Karajá envolve técnicas de construção de casas, tecelagem de algodão, adornos plumários, artefatos de palha, madeira, minerais, concha, cabaça, córtex de árvores e cerâmica.
A pintura corporal é bem significativa para o grupo. Os jovens de ambos os sexos submetiam-se à aplicação do omarura, que são dois círculos tatuados nas faces , porém devido ao preconceito da população das cidades ribeirinhas, hoje desenham os dois círculos apenas na época dos rituais. As mulheres, processa-se diferentemente nos homens, de acordo com as categorias de idade, sendo utilizado o sumo do jenipapo, a fuligem de carvão e o urucum. Alguns dos padrões mais comuns são as listas e faixas pretas nas pernas e nos braços. A cestaria, feita tanto pelos homens como pelas mulheres, apresenta motivos trançados com o aspecto de gregas e inspirados na fauna, como partes do corpo dos animais. (Taveira, 1982).
A arte cerâmica é exclusiva das mulheres, apresentando os mais variados tipos e motivos, desde utensílios domésticos, como potes e pratos, até bonecas com temas mitológicos, rituais, da vida cotidiana e da fauna.
As bonecas Karajá são mais um meio de subsistência do grupo e também possuem uma função lúdica para as crianças, sendo um instrumento de socialização da menina. É muito comum encontrar as bonecas Karajá em lojas de artesanato ou nos museus das cidades.
A plumária é muito elaborada, tendo uma relação direta com os rituais. Com a dificuldade de captura de araras, ave de grande interesse para os Karajá, esta arte tem sido reduzida na sua variedade.

Localização

Os Karajá têm o rio Araguaia como um eixo de referência mitológica e social. O território do grupo é definido por uma extensa faixa do vale do rio Araguaia, inclusive a maior ilha fluvial do mundo, a do Bananal, que mede cerca de dois milhões de hectares. Suas 29 aldeias estão preferencialmente próximas aos lagos e afluentes do rio Araguaia e do rio Javaés, assim como no interior da ilha do Bananal.
Possuem o costume de acampar com suas famílias em busca de melhores pontos de pesca de peixes e de tartarugas, nos lagos, nas praias e nos tributários do rio, onde, no passado, faziam aldeias temporárias, inclusive com a realização de festas, na época da estiagem do Araguaia. Com a chegada das chuvas, mudavam-se para as aldeias construídas nos grandes barrancos, a salvo das subidas das águas, onde, em alguns lugares, ainda hoje fazem suas roças familiares e coletivas, locais de moradia e cemitérios.
Quanto à situação jurídica das terras do subgrupo Karajá, podemos relacionar:
Parque Indígena do Araguaia (ilha do Bananal) — área total de 1.358.499 hectares, demarcada, homologada e esperando registro (Funai, 1998).
Karajá de Aruanã — Área I (GO) com 11 hectares, Área II (MT) com 769 hectares e Área III (GO) com 586 hectares, em processo de demarcação (Funai, 1998).
São Domingos, com 5.705 hectares no município de Luciara, MT, homologada.
Maramanduba, com 26 hectares, no município de Santana do Araguaia, PA, em revisão
. TI Tapirapé/Karajá, MT, homologada.
De acordo com a FUNAI em 2010 a população dos Karajás eram de 3198 e dos Karajás do Norte de 268.
 Alimentação
A alimentação da comunidade é habitualmente a ictiofauna do rio Araguaia e dos lagos. Apreciam alguns mamíferos e demonstram especial predileção na captura de araras, jaburus e colhereiros para enfeites plumários.
As roças são feitas nas matas-galeria, com a prática da coivara. Os registros etnográficos e históricos citam o cultivo do milho, da mandioca, da batata, da banana, da melancia, do cará, do amendoim e do feijão. Eles aproveitam também os frutos do cerrado, como o oiti e o pequi, e a coleta do mel silvestre.

Divisão do trabalho

Os Karajá estabelecem uma grande divisão social entre os gêneros definindo socialmente os papéis dos homens e mulheres, previstos nos mitos.
Aos homens cabem a defesa do território, a abertura das roças, as pescarias familiares ou coletivas, as construções das casas de moradia e as discussões políticas.
As mulheres são responsáveis pela educação dos filhos até a idade da iniciação para os meninos e de modo permanente para as meninas, pelos afazeres domésticos, como cozinhar, colher produtos da roça, pelo cuidado com o casamento dos filhos, normalmente gerenciado pelas avós, pela confecção das bonecas de cerâmica, que se tornaram uma importante renda familiar fomentada pelo contato, além da pintura e ornamentação das crianças, das moças e dos homens para os rituais do grupo.

Curiosidades

Os Karajá preferem a monogamia e o divórcio é censurado pelo grupo. Se a infidelidade do homem casado se torna pública, os parentes masculinos da mulher abandonada batem no homem infrator perante toda a aldeia, resultando inclusive em queima da casa da família do marido infrator.
Os Karajá possuem íntima relação com o Rio Araguaia que é fonte de sua subsistência. Guardam muitas tradições demonstradas em cantos e festas.
Uma de suas características é a diferenciação entre a fala das mulheres e crianças e a dos homens, feitas através de fonemas e expressões específicas.

Rituais: Os rituais praticados são demonstrados pelos cantos como a “Festa do Hetohoky, “Casa Grande” e também estão inseridos nas danças e lutas corporais “ijesu” onde principalmente os homens jovens usam a oportunidade para demonstrar força e coragem. Outra festa é a do “Aruanã” em homenagem ao peixe da região que eles crêem proteger a todos os Karajá.


Bibliografia



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Nambikwara

Introdução

Famosos na história da etnologia brasileira por terem sido estudados pelo renomado antropólogo Claude Lévi-Strauss, os Nambiquar vivem hoje em pequenas aldeias , nas altas cabeçeiras dos rios Juruena e Guaporé eles habitam tanto o cerrado quanto a floresta amazonica , eles se caracterizam pela mobilidade espacial. Dotados de uma cultura aparentemente simples e de uma cosmologia e um universo cultural complexo eles tem preservado sua identidade através de um misto de altivez e abertura ao mundo.

Histórico de Contato

Os Primeiros registros d\ região ocupada pelos Nambiquara datam de 1770, quando é organizada uma expedição para construir uma estrada e tambem para procurar ouro na região

Língua 

De acordo com David Price , a familha lingüística Nambiquara pode ser dividida em três grandes grupos : Sabanê  Nambiquara do norte e do sul

Curiosidade

Ritual de puberdade feminina

Logo que tem a sua primeira menstruação, a menina púbere (wa’yontãdu, “menina menstruada”) deve permanecer em reclusão em uma casa construída pelos seus pais
especialmente para este fim.
Os Mamaindê se referem a essa pequena maloca feita com folhas de buriti como wa’yontã’ã sihdu (“casa da menina menstruada”). Lá a menina deverá permanecer de um a três meses, ao fim dos quais uma grande festa será feita e os convidados de outras aldeias nambiquara virão para retirá-la da reclusão. A menina (wekwaindu, “menina”, “moça”) passa, então, a ser considerada uma mulher “formada”, conforme explicam os Mamaindê.
Muitos autores que estudaram os Nambiquara registraram a prática deste ritual. Apesar das contradições e variações observadas em seus dados, de um modo geral, as descrições do ritual de puberdade feminina enfatizam a mudança no estatuto social da menina púbere, que se torna, ao fim do ritual, uma mulher “casável”. 

Bibliografia 
http://pib.socioambiental.org/]

Conclusão 

Entendi que os Nambikwara tinhão 3 línguas diferentes , eram divididos em varias aldeias  e que foram pesquisados por vários estudiosos

Trabalho de História - Tribo Xavante.


Quem são os Xavantes?

Os xavantes são um grupo indígena que habita o leste do estado brasileiro do Mato Grosso, mais precisamente nasreservas indígenas de AreõesMarechalRondonParabubure,Pimentel BarbosaSão MarcosÁreas Indígenas Areões IAreões IIMaraiwatsede,Sangradouro/Volta GrandeTerras Indígenas Chão PretoUbawawe, bem como o Noroeste de Goiás, nas Colônias Indígenas Carretão I e CarretãoII. Espalhados pela região da Serra do Roncador e do Vale do Araguaia, os Xavantes já dominaram grande parte da região Centro-Oeste brasileira. Originários de Goiás, migraram para o Mato Grosso no século XIX fugindo dos aldeamentos de colonização no interior do estado.A migração durou alguns anos e, após atravessarem o Rio Araguaia, entraram em conflitos com os índios Karajá que ocupavam a região da Ilha do Bananal. Posteriormente, brigas internas causaram a divisão da etnia em várias aldeias, que se espalharam e povoaram o vale do Rio das Mortes, iniciando os primeiros contatos com o não-índio.

Curiosidade: 
Os Xavante tornaram-se famosos no Brasil em fins da década de 1940, com a massiva campanha que o Estado Novo empreendeu para divulgar sua “Marcha para o Oeste”. A campanha promoveu a equipe do SPI (Serviço de Proteção aos Índios) por seu trabalho de “pacificação dos Xavante.” No entanto, o grupo local que foi “pacificado” pelo SPI em 1946 constituía apenas um dentre os diversos grupos xavante que habitavam o leste do Mato Grosso, região que o Estado brasileiro então procurava franquear à colonização e à expansão capitalista. Na versão Xavante, é importante notar, foram os “brancos” os “pacificados”. De meados da década de 1940 a meados da de 60, grupos xavante específicos estabeleceram relações pacíficas diversificadas com representantes da sociedade envolvente – representantes diferenciados entre si, incluindo equipes do SPI, missionários católicos e protestantes.

Suas caracteristicas:

A característica mais marcante da sociedade Xavante pode ser a sua feição dualista: a divisão da tribo inteira em dois clãs – âwawẽ epo'reza'õno. Permite-se o casamento somente entre membros de clãs opostos. Algumas outras características distintas da cultura Xavanteincluem os longos e complexos ritos de iniciação para meninos, culminando na cerimonia de furar a orelha na qual pequenos paus são inseridos no lóbulo das orelhas dos iniciados. Estes paus são usados e em tamanhos progressivamente maiores, durante o resto das vidas deles. OsXavante são famosos também pelas suas corridas de troncos de árvore, onde os dois clãs competem numa espécie de corrida de revezamento, carregando por alguns quilômetros troncos de buriti que pesam até 80 quilogramas. As mulheres tecem um tipo de cesta incrivelmente forte, a qual elas usam para carregar os nenês recém-nascidos. A ampla alça da cesta passa pela testa da mulher, enquanto a cesta fica deitada nas costas dela, deixando livre assim, as mãos para outros trabalhos. 

Rituais e tradição:
Wai'á

Wai'á é um ritual coletivo dos homens Xavantes, que ocorre de quinze em quinze anos. É nele que cada homem desenvolve sua vocação espiritual. Após a cerimônia, os adultos tornam-se curadores, cantadores, intérpretes de sonhos, etc... conforme a determinação dos espíritos.
A tradição desse povo permanece viva, e praticam a cerimônia de Furação da Orelha. Acontece a cada cinco anos quando os meninos que ficaram reclusos na casa dos solteiros completam seu aprendizado dos princípios da tradição.

Ritual de furo de orelha acontece na passagem da adolescência para a vida adulta. Todo menino 
Xavante, de 10 a 18 anos, passa por um período de reclusão de cinco anos, onde o jovem permanece sem contatocom a tribo. Nesse período o jovem fica todo o tempo em uma casa, chamada , onde tem contato apenas com os padrinhos. Ele só deixa a casa para rituais e para atividades fora da aldeia, como caça e pesca.Após os cinco anos acontece na aldeia uma festa, chamada Danhono, onde a orelha dos jovens é furada com um osso de onça parda. Após o ritual os jovens passam a ser considerados adultos e voltam ao convívio social com a tribo. Os xavantes são uma tribo indígena brasileira que sofre muita extinção, mas graças a Deus muito nenes estão nascendo e a tribo Xavante finalmente crescendo novamente. Xavantes - Povo de língua da família Jê.

Linguá:

A língua Xavante contém 13 consoantes e 13 vogais – das quais quatro são nasais. Termos de honra e carinho são usados com referência a outros, como os parentes por afinidade e os netos. Muitos destes relacionamentos chaves são atualmente refletidosna gramática da língua. Por exemplo, ao falar diretamente ao genro, um homem usará a forma gramática indireta (terceira pessoa) em vez das formas da segunda pessoa.


Conclusão: Coclui que Os xavantes são um grupo indígena que habita o leste do estado brasileiro do Mato Grosso. OXavantes já dominaram grande parte da região Centro-Oeste brasileira. Originários de Goiás, migraram para o Mato Grosso no século XIX fugindo dos aldeamentos de colonização no interior do estado. Vi também alguns rituais tradições e curiosidades desse povo.


Fonte: http://www.arara.fr/BBTRIBOXAVANTE.html
http://triboxavante.blogspot.com.br/
http://pib.socioambiental.org/pt/povo/xavante

Bianca Binder