Tribo Sateré-Mawé
Bruna
Menegaldo Russi
Prof:º:
Paulo 7ºano-A
Nomes:
São
chamados regionalmente "Mawés''. Ao longo de sua história, já receberam
vários nomes: Mavoz, Malrié,
Mangnés, Mangnês, Jaquezes, Magnazes, Mahués, Magnés, Mauris, Mawés, Maragná,
Mahué, Magneses, Orapium.
Língua:
A
língua Sateré-Mawé integra o tronco lingüístico Tupi. ela difere do
Guarani-Tupinambá. O
vocabulário mawé contém elementos completamente .OS homens são bilíngües,
falando o Sateré-Mawé e o português e as mulheres só fala a língua Sateré-Mawé.
Vocabulário
|
Maués
|
Português
|
|
Boró
Rekáa U-amdén Marrêt Miú Iámani Curó Burú Curim Uát Aát Icáp Icang Roni-há Uaco Uaco sesé |
Bom dia
Boa tarde Boa noite Cachaça Comida Chuva Brigar Grande Pequeno Sol Lua Gordo Magro Homem Bom Bom demais |
Território:
Eles localizam-no na
margem esquerda do Tapajós, numa região de floresta densa e pedregosa, "lá
onde as pedras falam".Os Sateré-Mawé tiveram seu primeiro contato com os
brancos na época de atuação da Companhia de Jesus, quando os jesuítas fundaram
a Missão de Tupinambaranas, em 1669A partir do contato com os brancos, e mesmo
antes disso, devido às guerras com os Munduruku e Parintintim, o território
ancestral dos Sateré-Mawé foi sensivelmente reduzido. Em 1978, quando iniciado
o processo de demarcação do território, as aldeias, sítios, roças, cemitérios,
territórios de caça, pesca, coleta e perambulação situavam-se entre e ao redor
dos rio Marau, Miriti, Urupadi, Manjuru e Andirá. Os Sateré-Mawé consideravam
essa extensão de terra como sendo sua, apesar de saberem que ela representava apenas
uma pequena parcela do que já havia sido seu território tradicional. Até o
começo do século XX escolhiam lugares preferencialmente nas regiões centrais da
mata, próximas às nascentes dos rio, para implantarem suas aldeias e sítios.
Nessas regiões, a caça é abundante; encontram-se em profusão os filhos de
guaraná (como chamam, em português, as mudas nativas da Paullinia Sorbilis);
existe grande quantidade de palmeiras como o açaí, tucumã, pupunha e bacaba,
que sazonalmente comparecem na dieta alimentar; os rios são igarapés estreitos,
com corredeiras e água bem fria. Esse é o ecossistema por excelência dos
Sateré-Mawé e podemos observar, ainda hoje, que as aldeias que guardam formas
de vida tradicionais "como no tempo dos velhos" (plano espacial,
arquitetura, roças, rituais etc.) situam-se nessas regiões.
Divisão de trabalho:
a
colheita dos cachos, a descasca do guaraná cru, a lavagem do guaraná, a torrefação,
a descasca do guaraná torrado e a pilação, são tarefas quase que exclusivamente
masculinas, cobrindo a faixa etária dos meninos aos adultos. A participação do
sexo feminino ocorre apenas quando se descasca o guaraná cru e o guaraná
torrado, que são consideradas atividades bem simples.Só é permitida a
participação das meninas nas atividades acima
antes
da primeira menstruação, porque depois do primeiro resguardo as meninas ganham
o estatuto social de mulheres, transformando-se em esposas e mães em potencial.
As
três atividades finais do fábrico são as que exigem maior depuramento, uma vez
que incidem decisivamente na qualidade do produto final - o pão de guaraná. É
por este motivo que a modelagem dos pães, sua lavagem e defumação são entregues
exclusivamente nas mãos de pessoas adultas ou velhas.
A
lavagem dos pães de guaraná se distingue radicalmente das outras atividades do
fábrico porque é o único momento onde as mulheres, literalmente, põem a mão na
massa. A sociedade sateré-mawé prescreve que somente as mulheres adultas (mães)
e velhas (avós) recebem das mãos dos padeiros, após breve descanso nos talos de
bananeira, os pães de guaraná ainda frescos, moles e de cor castanha, para
serem demorada e caprichosamente lavados.
Rituais:
Dentre os rituais indígenas, o que mais
se destaca é o ritual da Tucandeira na tribo sateré-mawé. Este evento é
realizado como forma de iniciação masculina.
Para
provar sua força, coragem e resistência à dor, deve se deixar ferrar no mínimo
20 vezes, colocando as mãos dentro da luva da tucandeira.
Os
meninos levantam cedo para terem seus braços pintados com o preto do jenipapo
feito por suas mães; em seguida, com um dente de paca, elas começam a riscar a
pele dos meninos até sangrar.
A
luva é feita de palha pelos padrinhos, que são os tios maternos.
pela
manhã, são colocadas em uma bacia com tintura de folha de cajueiro, que tem
efeito anestesiante, e meio adormecidas, as tucandeiras são postas na luva, com
a cabeça para fora e o ferrão para dentro, na parte interna do saaripé.
Não
há um período certo para a realização do ritual: é organizado conforme a
vontade de quem deseja ser iniciado.
O
evento envolve cantos e danças onde as mulheres, sobretudo as solteiras, que
buscam maridos fortes e corajosos, podem entrar na fila da dança junto com
outros homens.
Lendas
Origem
da Noite
Lenda
da Aliança entre os Maués
A
criação do Mundo
Lenda
do Timbó.
Lenda
da Primeira Água
Lenda
da Mandioca
Lenda
da Mucura e do Acurau.
Origem
dos Bichos.
Lenda
do Guaraná
Lenda da Noite
Depois
de criado o mundo não havia noite para o índio Maué dormir.
Uánham,
sabendo que a Surucucu era Dona da Noite resolveu ir buscá-la. Levou consigo um
arco e flechas para com eles comprar a noite. Porém, a Sucururu recusou, pois
não possuía mãos.
Uánham
voltou com uma liga para as pernas. Surucucu mandou-lhe amarrá-la no seu rabo,
porque não podia levantar-se e, mais uma vez não lhe entregou a noite. Uánham voltou com venenos. Surucucu, então
necessitava de venenos, arrumou a primeira noite numa cesta e entregou-a a
Uánham. Assim que saiu da casa da Surucucu, os seus companheiros correram ao
seu encontro ansiosos pelo resultado do negócio. Uánham fora recomendado pela
Surucucu que só abrisse a cesta em casa. No entanto, os seus companheiros tanto
insistiram para ele abrir a cesta, que acabaram por conseguir.
Saiu
a primeira noite. Os companheiros de Uánham, com medo, começaram a gritar e
fugiram às cegas. Uánham gritava: "Tragam a Lua, pois havia ficado só na
noite". Então, os parentes da Surucucu: jararaca, lacrau, centopéias, que
já haviam dividido o veneno entre si e todas as outras cobras, foram
experimentá-lo em Uánham, exceto a Cutimbóia, pois sendo muito brava não ganhou
veneno, para que não mordesse todos os Maués. Uánham morreu com a picada da
jararaca, mas depois ressuscitou quando um amigo (com quem tinha um acordo)
banhou o seu cadáver com folhas mágicas. Levou mais veneno para Surucucu, em
troca da Grande Noite, porque a noite havia sido muito curta. Surucucu, para
formar a grande noite, misturou jenipapo com todas as imundícies que encontrou.
E é por isso que, à noite, esta tribo sente tantas dores no corpo e ficam com a
boca amarga e mal cheirosa.
Lenda da Mandioca
Mani era uma linda indiazinha, neta de um
grande "tuxuana". Desde que nasceu andava e falava. De repente morreu
sem ficar doente e sem sofrer. A indiazinha foi enterrada dentro da própria oca
onde sempre morou e como era tradição do seu povo. Todos os dias os índios da
aldeia iam visitá-la e choravam sobre a sua sepultura, até que nela apareceu
uma planta desconhecida Então os índios resolveram cavar para ver que planta
era aquela, tiraram-na da terra e ao examinar a sua raiz viram que era
castanha, por fora, e branca por dentro. Após cozinharem e provarem a raiz
entenderam que se tratava de um presente do Deus Tupã. A raiz de Mani veio para
saciar a fome da tribo. Os índios deram o nome à raiz de Mani e como nasceu
dentro de uma oca ficou Manioca. Atualmente, conhecemos por mandioca.
Curiosidades:
Cuidados de uma índia grávida
Dieta:
peixes pequenos, aves e tubérculos como a mandioca, o cará, e a batata - doce.
Certas
carnes de animais são proibidas de serem ingeridas por acreditarem serem
portadoras de espíritos.
Comer
milho também é proibido na gravidez, a criança nascerá com tosse. A carne de
jabuti impedirá a criança de crescer. A carne de macaco é proibida porque a
criança poderá ter a voz irritante do macaco.
A
carne dos pés de de porco faz com que a criança nasça em posição difícil para o
parto. Carne de veado faz a mãe ficar louca.
A
carne de tatu após o parto provoca tumores.
Se
o pai matar uma onça na hora do parto a criança nascerá com a cara chata, se
matar um tucano terá um nariz grande, se matar uma preguiça , a criança será
preguiçosa,etc.
Não
deve amarrar nada porque senão a criança ficará amarrada na hora de nascer e a
prejudica na hora do parto.
Estações do Ano
As
estações do ano são determinadas pelas enchentes e vazantes do rio Araguaia,
são cinco estações
durante o ano e são divididas em: 1ª - Bebo bedeu rare: Início do inverno ou
início da enchente, que vai mais ou menos de outubro a novembro. 2ª - Beóra
bedeu rare: Inverno ou enchente”, que vai de dezembro a abril; o rio sobe até
as copas das árvores. 3ª - Behetxi é um pequeno tempo, muito conhecido, que
marca o fim das enchentes e o início da vazante. É a estiagem começando, tempo
sem chuva. 4ª
- Wyra tymara bedeu rare: Início do verão, entre maio e junho, vazante do rio e
início das praias. Nesta época as borboletas amarelas se ajuntam e saem em
revoadas e algumas começam a atravessar o rio. 5ª - Wyra bedeu rare: Estiagem ou tempo
sem chuva, verão de julho a setembro. As crianças atravessam o rio em canoas a
procura dos ovos das gaivotas
Civilização:
Os Maués jamais se afeiçoaram aos
portugueses.
Comandaram às suas mulheres que não aprendessem a língua lusa.
Tendo-se por principal prova dessa resistência (acomodação inteligente) o seguinte documento primário de fonte histórica, qual seja a Carta Instrutiva que aos Diretores das Capitanias do Pará e Rio Negro, datada de 03 de outubro de 1769, mandou o Governador Fernando da Costa de Ataíde Teive
Comandaram às suas mulheres que não aprendessem a língua lusa.
Tendo-se por principal prova dessa resistência (acomodação inteligente) o seguinte documento primário de fonte histórica, qual seja a Carta Instrutiva que aos Diretores das Capitanias do Pará e Rio Negro, datada de 03 de outubro de 1769, mandou o Governador Fernando da Costa de Ataíde Teive
Filhos do guaraná:
Inventores da cultura do Guaraná, os
Sateré-Mawé transformaram a Paullinia Cupana, uma trepadeira silvestre da
família das Sapindáceas, em arbusto cultivado, introduzindo seu plantio e
beneficiamento. O guaraná é uma planta nativa da região das terras altas da
bacia hidrográfica do rio Maués-Açu, que coincide precisamente com o território
tradicional Sateré-Mawé.
Os Sateré-Mawé se vêem como
inventores da cultura dessa planta, auto-imagem justificada no plano ideológico
por meio do mito da origem, segundo o qual seriam os Filhos do Guaraná.
O guaraná é o produto por excelência
da economia sateré-mawé, sendo, dos seus produtos comerciais, o que obtém maior
preço no mercado. É possível ainda pensar que a vocação para o comércio
demonstrada pelos Sateré-Mawé se explique pela importância do guaraná na sua
organização social e econômica.
A primeira descrição do guaraná e sua
importância para os Sateré-Mawé data de 1669, ano que coincide com o primeiro
contato do grupo com os brancos. O padre João Felipe Betendorf descrevia, em
1669, que "tem os Andirazes em seus matos uma frutinha que chamam guaraná,
a qual secam e depois pisam, fazendo dela umas bolas, que estimam como os
brancos o seu ouro, e desfeitas com uma pedrinha, com que as vão roçando, e em
uma cuia de água bebida, dá tão grandes forças, que indo os índios à caça, um
dia até o outro não têm fome, além do que faz urinar, tira febres e dores de
cabeça e cãibras".
Conclusão:
Conclui que a tribo Sateré-Mawé tem que ser muito valorizada pois são uns
dos poucos que ainda valorizam a cultura preservando o meio ambiente e cumprindo
o seus rituais. E que seu território esta sumindo então temos que preservar o
pouco que nos resta.
Bibiografia:
xau bjao! ;)
Nenhum comentário:
Postar um comentário