Nome
Desde o século XIX, os índios que dominavam a
região entre os rios Xingu e Bacajá - hoje conhecidos como Araweté, Arara,
Parakanã ... - recebiam o nome Asurini (Asonéri, na língua Juruna), que
significa "vermelho".
A margem direita do Rio Xingu sempre foi chamada
"Terra dos Assuriní" pelos habitantes de Altamira e demais moradores
das margens do referido rio, em seu curso médio.
Localização
A única aldeia atual se localiza à margem direita do Rio Xingu, onde fica
a Terra Indígena Koatinemo.
População
De acordo com informações :
(1982), o grupo indígena contava 150 indivíduos por volta de 1930. Desta
época até o ano de contato (1971), muitos Asurini foram mortos em choque com os
Kayapó ou os Araweté, quando mulheres e crianças também foram sequestradas.
Em 1971, a população contava, aproximadamente,
com 100 indivíduos
Em 1982, chegou a 52. Já em 1992,
contava-se 66 Asurini.
Em 1994, esse número subiu para 72.
Em 2002, a população Asurini era
composta de 33 mulheres, 18 homens e 55 jovens e crianças, num total de 106 indivíduos.
Modo de vida
Na aldeia asurini existem diferentes
tipos de habitação, sendo que as mais comuns, onde residem os diferentes grupos
domésticos, são do tipo regional, ou seja, com paredes de barro, estrutura de
madeira e cobertura de palha. A maior casa da aldeia (aketé, tavywa),
medindo aproximadamente 30m de comprimento, 12m de largura e 7m de altura,
corresponde à descrição da moradia característica dos Tupi: a planta é
retangular.
Na cobertura é utilizado apenas o broto
da folha de palmeira e na estrutura são usadas determinadas espécies de árvores
para cada posição. Na construção participa todo o grupo, sob a liderança dos
que passarão a residir na casa. No chão são enterrados os mortos e aí se
realizam as principais cerimônias asurini. Tradicionalmente, a aketé ou tavywa
era a habitação coletiva de um grupo local. A morte dos mais velhos abalou a
estrutura política do grupo, já que entre eles se encontravam os seus líderes.
A regra de residência é
uxorilocal e os homens que pertencem a um grupo doméstico, pelo casamento com
mulheres aparentadas entre si, mantêm relações de cooperação nas atividades de
subsistência.
Aprendizado da arte
gráfica (pintura corporal e decoração de cerâmica) e auxilia a "mãe"
nas atividades básicas de sobrevivência (roça, cozinha, tecelagem, cerâmica e
coleta).
A mulher asurini casa-se na adolescência, mas terá seu primeiro
filho na juventude (25 anos aproximadamente). Até esse período, estará
aprendendo e aperfeiçoando-se nas tarefas subsistência, de modo que participará
dos rituais como cantadora. A confecção da cerâmica, muito valorizada entre os
Asurini (estética e utilitariamente) também pode ser definida como atividade
excludente às funções procriativas da mulher. Há mulheres asurini que nunca
tiveram filhos (hoje com mais de 45 anos de idade), entre as quais há exímias
artistas.
Cultura material
A cultura material asurini compreende
os seguintes itens: cerâmica, tecelagem, cestaria, armas, enfeites corporais,
bancos de madeira e instrumentos musicais (flautas). A cerâmica e a tecelagem
(redes, tipóias, tiras de cabeça e outros enfeites feitos de algodão) estão a
cargo da mulher. Os potes de cerâmica servem como recipiente para transportar e
depositar água, servir alimentos
O sistema de arte gráfica
Os desenhos geométricos utilizados na
decoração do corpo, da cerâmica, das cabaças e outros itens da cultura material
asurini compreendem um sistema de arte gráfica, esses desenhos são estilizações
de elementos de natureza, bem como representações de seres sobrenaturais ou
elementos simbólicos, como Anhynga kwasiat (ser mítico que deu
o desenho aos homens) e i (boneco usado nos rituais
xamanísticos e que significa também "imagem", "modelo",
"réplica do ser humano").
Xamanismo
Entre os Asurini, os rituais
xamanísticos, conhecidos como "pajelança", realizam-se com muita
freqüência, mobilizando todo grupo. A maioria dos homens participa como pajé
nestes rituais, auxiliados pelos assistentes e pelas cantadoras, encarregadas
também de preparar o mingau ritual. A "pajelança" compreende dois
tipos de rituais: o maraká (canto e dança) e o petymwo(massagem
e defumações), executados para invocar os espíritos.
Conclusão
Entendi que os Asurinis só tem uma
aldeia atualmente, não existem muitos indígenas nesse povo, ou seja, eles podem
ser considerados em extinção, que as mulheres cuidam da cerâmica, mas na
maioria das coisas podem ser feitas por pessoas dos dois sexos e que eles fazem
rituais paa falar com os espíritos, como : os espíritos guardiões, que
acreditavam que ficavam um plano acima deles e como as almas dos mortos, que
ficavam um plano abaixo.
Bibliografia
pib.socioambiental.org
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